<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082</id><updated>2011-12-19T07:27:07.063-02:00</updated><category term='sexo'/><category term='falar'/><category term='tatu'/><category term='jornalismo'/><category term='Rafael Cortez'/><category term='mendigo'/><category term='flores'/><category term='noção'/><category term='ouvir'/><category term='rosas'/><category term='Lula'/><category term='TCC'/><category term='ficção'/><category term='Cannes'/><category term='RSS'/><category term='cabelo'/><category term='comunicação'/><category term='médico'/><category term='Flip'/><category term='faculdade'/><category term='pedofilia'/><category term='oralidade'/><category term='mentiras'/><category term='falta de noção'/><category term='novas mídias'/><category term='aeroporto'/><category term='escrever'/><category term='TV'/><category term='Pinewood Derby'/><category term='poesia'/><category term='aforismos'/><category term='Augusto Rossini'/><category term='Paulo Whitaker'/><category term='ética'/><category term='assessor de imprensa'/><category term='Centro'/><category term='massificação'/><category term='pensamento'/><category term='Eliane Brum'/><category term='artista do cabelo'/><category term='estética'/><category term='estranhamento'/><category term='AF 447'/><category term='pane elétrica'/><category term='receita'/><category term='suicídio'/><category term='pobreza'/><category term='reportagem'/><category term='coincidências'/><category term='bom gosto'/><category term='drogas'/><category term='estereótipo'/><category term='comportamento'/><category term='obituário'/><category term='circo'/><category term='renovação'/><category term='google'/><category term='jornalismo literário'/><category term='Mc Donald&apos;s'/><category term='partida'/><category term='Twitter'/><category term='Susan Boyle'/><category term='Gay Talese'/><category term='Reuters'/><category term='melancolia'/><category term='tecnologia'/><category term='crack'/><category term='choro'/><category term='felicidade'/><category term='domingo'/><category term='heroina'/><category term='sensacionalismo'/><category term='cabeleireiro'/><category term='cotidiano'/><category term='balzaquianas'/><category term='arte'/><category term='dinheiro'/><category term='South Park'/><category term='frases'/><category term='informacão'/><category term='tristeza'/><category term='esmola'/><category term='tráfico'/><category term='DEIC'/><category term='hair stylist'/><category term='cultura oral'/><category term='crise'/><category term='viagem'/><category term='Crescer'/><category term='fim de ano'/><category term='carro'/><category term='livro'/><category term='amor'/><category term='doença'/><category term='media mass'/><category term='travessa'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='personagem'/><category term='palhaço'/><category term='nervosismo'/><category term='CQC'/><category term='deputados federais'/><category term='saúde'/><category term='hair designer'/><category term='idealização'/><category term='meninos de araçuaí'/><category term='trabalho'/><category term='primaveras'/><title type='text'>O MIRIM</title><subtitle type='html'>Diminuto comentarista
da realidade 
- e da alegria</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2101946741720822174</id><published>2011-12-19T01:18:00.005-02:00</published><updated>2011-12-19T01:26:48.969-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='flores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='renovação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rosas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primaveras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A leveza das primaveras</title><content type='html'>Olhou para a borda da janela e percebeu que o pequeno arranjo de rosas  murchara; os botões, olhando mais para o chão que para o céu, assinalavam a morte próxima. Logo acima, avistou a bela primavera desabrochando flores de um rosa vivo e pétalas etéreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou a mesa e o computador, moveu-se alguns passos e, resoluto, brandiu: "É preciso jogar essas rosas no lixo. Estão feias e tristes, feito os familiares de um morto ao cabo do velório." Com o cenho decidido, agarrou o vaso de cristal pela boca e o levou para a cozinha. As rosas permaneciam murchas, tristes, quase mortas. A água que as alimentava tinha um aspecto esbranquiçado, reflexo da total falta de vida daquele conjunto de vaso e flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou as rosas com cuidado, mas sem se ater à quantidade de espinhos. Estabeleceu um método: cortava cada flor em três partes, dividindo-a em baixo caule, médio caule e botão morto. Reunia, então, os pedaços num pequeno ramalhete macabro e sem vida para jogá-lo no saco de lixo. Assim fez com os quatro botões - três vermelhos e um amarelo - até que o volume no saco branco fosse considerável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto preparava a terceira rosa para o descarte, apertou o caule com força. Não calculou a existência de um espinho - nem que ele se vingaria pelo ato de violência. A almofada de seu dedão, então, foi perfurada e sangrou. Ato contínuo, levou o dedo à boca, chupou o sangue e engoliu o choro que já se precipitava. Era seu superego irredutível, cobrando uma justificativa pela atitude violenta e impensada. Recompôs-se e, ainda com aquele amargor que nos prende a garganta num nó, colocou-se a terminar o serviço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar para o horizonte, encontrou-se instintivamente com a primavera, que parecia sorrir impassível ao dia ensolarado e à brisa leve daquele quente fim de tarde. Num estalo, deixou as rosas mortas rumo à planta viva e, de tesoura nas mãos, pôs-se a ceifar dois ou três galhos que insistiam em invadir a casa pela abertura da janela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntou as partes colhidas da planta e, de volta a cozinha, colocou-as sobre o saco das rosas mortas. Pôs-se a podar cada ramo da primavera de forma a produzir um arranjo. Ao cabo do serviço, lavou o vaso e encheu-o d'água limpa e fresca, de um cristalino refrescante. Com as mãos úmidas, ajeitou o ramalhete de primaveras no vaso e perdeu mais alguns minutos para tornar o conjunto harmonioso. Levou o arranjo até a sala e o dispôs sobre a mesa. Era como se as flores da primavera, recém-separadas da árvore mãe, se exibissem, desinibidas, na nova casa, abastecidas daquela água fresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ahref="http://1.bp.blogspot.com/-0mmGfp62VqY/Tu6uOxmVU_I/AAAAAAAAAYk/8TdXJBu0aHo/s1600/foto%2B%25285%2529.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0mmGfp62VqY/Tu6uOxmVU_I/AAAAAAAAAYk/8TdXJBu0aHo/s320/foto%2B%25285%2529.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687674948271035378" /&gt;&lt;/a&gt; Voltou à cozinha, juntou os restos das rosas no saco e levou-o até o cesto de lixo orgânico. Lavou as mãos ao voltar e, mais leve, prostrou-se a contemplar o novo ramalhete que formara. A luz morna e amarelada do fim de tarde tomava conta da sala - e de seus pensamentos. "É preciso, às vezes, dar um fim aos botões murchos, tirá-los de cena, e contemplar o que a primavera (e sua luz) trazem de novo às nossas vidas", pensava. Sentou-se novamente e voltou o olhar para a tela do computador, sobre a mesa. Voltou, também, às suas obrigações nada coloridas daquele dia que, até então, se arrastava dolorasamente devagar. Dali para o anoitecer foi um piscar de olhos. Mais leve, mais colorido e mais fluido, como o arranjo de primaveras.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2101946741720822174?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2101946741720822174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2101946741720822174&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2101946741720822174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2101946741720822174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2011/12/leveza-das-primaveras.html' title='A leveza das primaveras'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0mmGfp62VqY/Tu6uOxmVU_I/AAAAAAAAAYk/8TdXJBu0aHo/s72-c/foto%2B%25285%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-3071856906389661446</id><published>2011-05-23T01:55:00.003-03:00</published><updated>2011-05-23T01:59:41.773-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dinheiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aforismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bom gosto'/><title type='text'>Um domingo, quatro aforismos</title><content type='html'>&lt;div&gt;"Somos pródigos em apontar o dedo. Não sabemos nem para onde nem porque estamos apontando, mas o fazemos com uma capacidade invejável."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;"Ele é muito brega. Do tipo que usa marrom com marrom, em tons diferentes."&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Hora boa para comprar apartamento? 2017, mais ou menos, quando o Brasil estiver quebrado, depois da Copa e das Olimpíadas." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Estamos nos endividando muito, no rastro da euforia do aumento do poder de compra. O bom é que Portugal, Grécia e Espanha tão aí mostrando o que nos espera."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-3071856906389661446?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/3071856906389661446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=3071856906389661446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3071856906389661446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3071856906389661446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2011/05/um-domingo-quatro-aforismos.html' title='Um domingo, quatro aforismos'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-4796477706237617099</id><published>2011-05-20T00:20:00.003-03:00</published><updated>2011-05-20T00:27:51.456-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deputados federais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crack'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEIC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estereótipo'/><title type='text'>Uma visão zoológica da vida</title><content type='html'>Tenho uma &lt;a href="http://http//oque-eutambemnaoentendo.blogspot.com/"&gt;amiga&lt;/a&gt; querida que diz que é muito mais fácil - e prazeroso - escrever sobre aquilo que nos comove, que mexe conosco, que nos faz mudar o jeito de pensar. Bem, foi mais ou menos com esse sentimento que eu escrevi a reportagem "Elas tiram as pedras do caminho", &lt;a href="http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/0,,EMI224505-16206-1,00-ELAS+TIRAM+AS+PEDRAS+DO+CAMINHO.html"&gt;publicada&lt;/a&gt; na Época SÃO PAULO de abril. Acompanhei, por três meses, o trabalho das agentes de saúde Lucélia Gomes e Roseli da Silva. Sua função é passar o dia (faça chuva, frio ou sol) nas ruas da Cracolândia, em turnos de 12 horas, convencendo usuários de crack a se tratar. Bem. A história delas está contada na reportagem (em parte, porque eu não teria a pretensão de achar que 12 mil caracteres podem contar com devido espaço e detalhamento a vida de pessoas como Lucélia e Roseli).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me deu vontade de falar sobre a vida de outras pessoas com uma motivação muito semelhante, mas com contornos um tanto mais raivosos. Mais precisamente, de uma experiência da vida de outras 23 pessoas. Este é o número de deputados federais que passeou hoje pela Cracolândia. Munidos de seus smartphones e devidamente apartados da sociedade (seus eleitores) pela janela (blindada?) de um micro-ônibus, nossas excelências se chocaram com a realidade com que Lucélia e Roseli são confrontadas no dia a dia. Um retrato - para mim, nojento - disso foi registrado no SPTV (assista abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie"&gt;&lt;param value="high" name="quality"&gt;&lt;param value="midiaId=1513721&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" name="FlashVars"&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1513721&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eles se comportam como turistas europeus num safári pela savana africana. Olham aqueles trapos humanos que vivem na Cracolândia como crianças pela primeira vez num zoológico. Filmam, batem fotos, berram coisas como "Olha aquele ali, vendendo droga!". Os nobres deputados (de vários estados) elegeram a Cracolândia como local a ser visitado por ser o principal expoente das cracolândias do Brasil. Sério, eles dizem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do super safári e de uma palestra dada pelos delegados do DEIC (órgão de investigações criminais da polícia civil), os deputados foram presenteados com uma proposta dos policiais de internação compulsória dos "viciados" em crack. É temerário ver um complexo problema de saúde como este reduzido a uma mera questão de segurança. Como se interná-los fosse limpar as ruas, os esconderia dos nossos olhos e, assim, nos fizesse livres do crack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência internacional diz que este tipo de abordagem, obrigatória, não funciona. Ao menos não enquanto o número de usuários tomando as ruas do Centro for maior que um pequeno grupo, de 10 ou 15 pessoas. Ouvi muita gente sobre o tratamento mais adequado a usuários de crack para a matéria que citei no começo do texto. É um consenso que a melhor maneira de reabilitá-los é oferecer diversas linhas de tratamento. E saber respeitar o tempo de cada um - quase uma utopia numa cidade como São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso talvez explique a proposta fora de contexto do DEIC.  Me deixaria mais tranquilo se os deputados descessem do ônibus e passassem uma tarde na Cracolândia acompanhando Lucélia e Roseli. Por mês elas ganham o equivalente a duas diárias de alimentação dos deputados. Não tem iPhones, mas também não acham que trabalham num zoológico. Vendo o espetáculo de horror que assisti ao chegar em casa, comprovei que essas mulheres contribuem muito mais para o país, com seu trabalho de formiguinha, do que os nossos homens de Brasília. Temo pelo quanto eles podem prejudicar trabalhos como este tendo uma visão tão estereotipada - e zoológica - da realidade nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-4796477706237617099?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/4796477706237617099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=4796477706237617099&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/4796477706237617099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/4796477706237617099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2011/05/uma-visao-zoologica-da-vida.html' title='Uma visão zoológica da vida'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-15637701807409731</id><published>2011-02-09T14:46:00.001-02:00</published><updated>2011-02-09T14:49:21.405-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='médico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='receita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nervosismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Papo de médico</title><content type='html'>- E a desidrose, como está?&lt;br /&gt;- Bem doutora. Quer dizer, do mesmo jeito. Não passei aquela pomada, acho incômoda.&lt;br /&gt;- Ah tá. E a questão do nervosismo. Porque você sabe, a desidrose é causada por nervosismo...&lt;br /&gt;- Continuo nervoso, como de costume. Mas é normal, sou assim. &lt;br /&gt;- (pausa) Ô bem, com o que você trabalha?&lt;br /&gt;- Sou jornalista, doutora.&lt;br /&gt;- Ah! (abre um sorriso) Então está explicado. Normal. Ó, toma esse remédio aqui quando a coisa piorar - mas só quando estiver bem ruim, porque ele é meio forte, tá bom? Mas jornalista... Bom, é normal ser assim, meio nervoso.&lt;br /&gt;- (silêncio) Obrigado, doutora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-15637701807409731?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/15637701807409731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=15637701807409731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/15637701807409731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/15637701807409731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2011/02/papo-de-medico.html' title='Papo de médico'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2518687443499059005</id><published>2011-01-18T22:22:00.005-02:00</published><updated>2011-01-18T22:59:55.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='heroina'/><title type='text'>Que droga é essa?</title><content type='html'>Por motivo de força maior, tenho acompanhado notícias, filmes e conteúdo relacionados a drogas nos últimos tempos. Isso explica eu ter acessado um link postado no Twitter hoje por alguém que eu sigo e agora não me lembro (pausa: demorei 20 minutos pra achar o link de novo. Quem postou foi o twitter.com/thiagokazu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos lá: o vídeo abaixo é simples. Duramente simples. Mostra os dois últimos anos de vida de um homem inglês viciado em heroína. Enquanto muitos se entregam apenas à droga na fase final de uso, já próximos da morte, Ben decidiu registrar sua fraqueza. Não sabia que morreria - mas talvez pressentisse que algo ruim estivesse para acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendi muito bem, mas acho que depois a família (ou algum canal de TV) terminaram o serviço. Ben morreu e usaram as imagens dele para compor um documentário contendo entrevistas com familiares, amigos e ex-companheiros de vício (aprendi que há uma grande diferença entre "amigos" e essa classe de usuários que se dizem amigo pela afinidade nas drogas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você talvez estranhe as lacunas de informações do post. É que não aguentei assistir até o final, nem me interessei em saber mais sobre o doc. Ainda. É que quando assisti rolou meio que uma overdose do assunto - e o trocadilho é intencional. A gota d'água pra mim foi a hora em que ele tomou metadona, Diazepam (o sossega leão usado por médicos para aplacar crises de abstinência) e ainda inalou heroína. Apertei o pause, fechei a aba e decidi retomar o assunto só agora, já em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estiver afim, assista abaixo, dividido em partes. Postei apenas a primeira, mas as demais aparecem em galeria depois que o vídeo termina. Mais infos (escritas) sobre o projeto &lt;a href="http://topdocumentaryfilms.com/ben-diary-heroin-addict/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/wyhuN6xF9Cg?fs=1" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O tema "drogas" será recorrente por aqui nos próximos tempos. E já adianto o pedido de desculpas por isso. Depois de março paro - e até lá vai dar pra entender o porquê.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2518687443499059005?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2518687443499059005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2518687443499059005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2518687443499059005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2518687443499059005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2011/01/que-droga-e-essa.html' title='Que droga é essa?'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/wyhuN6xF9Cg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-7322011719813178679</id><published>2011-01-10T22:44:00.004-02:00</published><updated>2011-05-20T09:31:26.250-03:00</updated><title type='text'>Segunda</title><content type='html'>Trrim, trrim, trrim.&lt;br /&gt;8h00 e o mundo te chama pra luta.&lt;br /&gt;Você enrola 23 minutos e ele promete revanche.&lt;br /&gt;Não se faz de rogado: prepara café, torradas, escolhe a geleia mais gostosa para combinar com o cream cheese.&lt;br /&gt;Lava a louça, toma banho, se troca. Fica pronto, acaricia o cachorro para aplacar a vontade que ele tem de descer para fazer xixi. Não dá tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acorda. "Ih, to atrasada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Te dou carona. Vamos?"&lt;br /&gt;"Sim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desce, vira à direita. Hmm... Pode virar à direita aqui, amor. Ok. Bom, agora você vai cruzar a avenida e me deixar lá em cima. Eu vou prum lado, você desce pro outro. Vai dar na praça, sabe?"&lt;br /&gt;De lá já sei o caminho. O carro, então, nem se fala. Quase dirige sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira, segunda, terceira, quarta. Farol. Primeira, segunda, terceira. Breca, bozina e pensa: "filho da puta".&lt;br /&gt;Não, mas tá cedo, xingar ainda não. Se acalma. "Ih, tenho que rezar, não rezei hoje antes de sair de casa - e ó, dia que não reza antes de sair de casa não pode dar certo. Ih... tá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom, hoje eu quero proteção, anjo da guarda: te vira que o chumbo é grosso e o dia só tem 24 horas. Pro chefe, trabalho bom é trabalho pronto. Então corre daí que eu corro daqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaciona o carro. "Ih, não terminei de rezar. Ok, vou pagar o mico de rezar no carro, no estacionamento do trabalho. Não, né? Bom, vamos lá... Ih, lá vem. É alguém conhecido." Estaciona do lado. Suspende a reza que senão o mico é bravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ooooi, tudo bem?"&lt;br /&gt;"Tudo, e você?"&lt;br /&gt;"Tudo. Bom, vou ali pegar uma coisinha pra comer."&lt;br /&gt;"Ah, tá bom. Vou junto."&lt;br /&gt;"E a matéria? Como tá lá?"&lt;br /&gt;"Tá legal, e lá?"&lt;br /&gt;"Lá tá também."&lt;br /&gt;"Chegou cedo."&lt;br /&gt;"É, a chefe tá de férias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém tem que olhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sento. Ligo o computador. Emails não lidos. Revistas não lidas. Jornais não lidos. Sou, nesta manhã, o homem mais mal informado do mundo - segundo eu mesmo, versão super ego. Vamos lá. Lê uma, lê a concorrente. Ok. Menos mal informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez ligações pra fazer. Uma. Ocupado. Duas. Ocupado. Três. "Ah, me manda e-mail e vejo o que posso fazer." Mando e-mail.&lt;br /&gt;Faltam sete ligações. Já passaram duas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem texto pro blog hoje. "Quem vai fazer?", penso.&lt;br /&gt;"Ih, ok, eu faço.", respondo, uns minutos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoço. Tem que ser rápido: faltam seis ligações. Um post pro blog. "Ih, preciso falar da outra matéria com o chefe. Ai meu Deus. Não vai dar tempo. Vai ter que dar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do almoço. Emails não lidos. Mais ligações. Ih, o lance do prêmio. "Precisamos da declaração até amanhã, querido": é o recado no email. A despeito da cordialidade, soa como ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ligações. Piadinhas entrecortadas. Só entendo metade, rio de todas e é isso aí. Silêncio.&lt;br /&gt;EMAIL NOVO: bar hoje?&lt;br /&gt;A ele se seguem outros sete, encerrados com "to dentro", "contem comigo", "u-hu" e ";)".&lt;br /&gt;O emoticon me ajuda a decidir: eu-não-vou, não-to-a-fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece os emails do bar. Tem aquele post pro blog, cinco ligações, umas duas entrevistas.&lt;br /&gt;"E aquela foto?"&lt;br /&gt;"Qual das três que eu tenho que agendar?"&lt;br /&gt;"Nenhuma delas, é a-que-la-outra."&lt;br /&gt;"Ih, tá, logo mais vejo isso."&lt;br /&gt;Ficou pra amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liga. Não atende. Liga. "Pode me ligar de novo em 20, to dirigindo?"&lt;br /&gt;Pausa prum café. Troca de novidades e alguma melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta pra mesa.&lt;br /&gt;Liga. "Ela no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;puede hablar ahora&lt;/span&gt;. Deixa recado." Meu telefone: soletro número a número, num português argentinizado.&lt;br /&gt;Liga. Não atende. Liga. "Ah, hoje não posso. O dia, olha... Uma loucura." "Quarta?" "Quarta pode ser." "Então até lá."&lt;br /&gt;Liga. Não atende.&lt;br /&gt;Toca o telefone: "Oi, você me ligou, eu estava dirigindo..." Vinte minutos de entrevista. Post pronto em seguida, nos 45 do segundo tempo. O reserva, já editado e bonitinho, cai pra gaveta. A próxima segunda será menos esquizofrênica. Mentalizo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emails chegam, emails partem.&lt;br /&gt;Cancelo o compromisso de amanhã.&lt;br /&gt;Uma porção de pendências se resolvem.&lt;br /&gt;Anoitece, não chove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro volta, dirigindo sozinho um motorista cansado.&lt;br /&gt;Farmácia. Ligação chata. Dia chato. Novela chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro na internet. Facebook. Gmail. Email do trabalho.&lt;br /&gt;Blog da Nath. Post legal da Nath.&lt;br /&gt;Entro no blog. Escrevo no blog.&lt;br /&gt;Enquanto isso, mensagens da namorada no celular. Respondo. Ela retruca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Te amo."&lt;br /&gt;"Te amo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantarolo, indo dormir, em homenagem ao dia que passou.&lt;br /&gt;"A-pesar-de-vo-cê-amanhã-há-de-ser-ou-tro-dia..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-7322011719813178679?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/7322011719813178679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=7322011719813178679&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7322011719813178679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7322011719813178679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2011/01/segunda.html' title='Segunda'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-1614089956632834108</id><published>2010-12-19T23:01:00.003-02:00</published><updated>2010-12-19T23:04:37.763-02:00</updated><title type='text'>Pouco Muda Tudo</title><content type='html'>Daí uma ideia vem à cabeça, um sentimento ao peito&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;.......&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;crack&lt;br /&gt;........&lt;br /&gt;.......&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;..&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;muda tudo aqui por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-1614089956632834108?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/1614089956632834108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=1614089956632834108&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1614089956632834108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1614089956632834108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/12/pouco-muda-tudo.html' title='Pouco Muda Tudo'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-1359469493940285418</id><published>2010-12-06T00:18:00.002-02:00</published><updated>2010-12-06T00:20:23.825-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='travessa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'>Travessa</title><content type='html'>"quantas histórias não se escondem numa travessa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a ideia. Quem sabe um dia não vira livro. &lt;br /&gt;Hoje só veio o mote.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-1359469493940285418?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/1359469493940285418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=1359469493940285418&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1359469493940285418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1359469493940285418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/12/travessa.html' title='Travessa'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-140847567732623591</id><published>2010-11-28T18:09:00.002-02:00</published><updated>2010-11-28T18:14:56.705-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='domingo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fim de ano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mendigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esmola'/><title type='text'>Troco do café da manhã</title><content type='html'>Manhã ensolarada de domingo, rumo à padaria. Com o cão e a namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moço, dá um trocado, pede o mendigo sujo e maltrapilho. Levemente fedido.&lt;br /&gt;- Não tenho nada, murmuro, envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bate a culpa cristão. Come-se o pão na chapa, bebe-se a média. &lt;br /&gt;Na volta, o mendigo discute delicadamente com uma colega de esquina (e rua). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moço, dá um trocado, dessa vez já estendendo a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acuado, moedas tilintando no bolso, busco os trocados. &lt;br /&gt;Ao dar a esmola ao mendigo, a colega enfia a mão em cima da dele. &lt;br /&gt;Os dois passam a disputar moedas de 10 e 25 centavos. Eu, indeciso, tento agradar todo mundo. &lt;br /&gt;Notando meu olhar indeciso, a moça dispara, como se justificando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele pega o dinheiro para comprar bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esquinas de Higienópolis andam concorridas nesse fim de ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-140847567732623591?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/140847567732623591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=140847567732623591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/140847567732623591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/140847567732623591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/11/troco-do-cafe-da-manha.html' title='Troco do café da manhã'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2583067463711242392</id><published>2010-11-26T22:11:00.002-02:00</published><updated>2010-11-26T22:16:30.736-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tráfico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Whitaker'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reuters'/><title type='text'>Crônica de uma sexta-feira vermelha</title><content type='html'>Hoje o dia foi corrido. Agradável e ao mesmo tempo incômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, acordei ao lado de quem amo, parti para uma entrevista muito bacana e terminei a manhã almoçando com um amigo querido, num restaurante igualmente agradável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à redação, paguei minha passagem das férias (um achado, pelo que paguei), fiz mais algumas entrevistas, contatei outras pessoas que precisava, troquei e-mails importantes, para adiantar a semana que se aproxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fazia tudo isso à tarde, descobri uma maneira de me concentrar e, ao mesmo tempo, me manter informado: TV transmitida em tempo real na web. Bacana. Mas aí o incômodo começou a bater. A tragédia no Rio tá demais. Demais mesmo. Assim, do tipo que incomoda mesmo a 400 km de distância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu comecei a ficar assustado - e não com tiros, mortes ou crimes. Comecei a questionar essa cobertura complacente que se vem fazendo por aí. O tom da imprensa é algo na linha: "nossos bravos guerreiros finalmente estão vencendo estes vis meliantes". Logo lembrei de um tuíte do @bomdiaporque: "Nada como uma guerra urbana pra revelar aquele fascistinha que tem dentro de você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí cada um solta o Arnaldo Jabor que vive dentro de si nessas horas. Até os nossos colegas. Longe de mim apontar o dedo para alguém. De repente no lugar deles, na correria, eu também me deixaria levar por essa maneira de enxergar as coisas. Lembrei também de uma coisa que o Camilo Vannuchi me disse certa vez sobre matérias de política: imprensa sempre tem que ser do contra, sempre tem que bater nos políticos. Estamos vendo ela bater. Bater pesado. Mas bater a favor do BOPE, do Sérgio Cabral, dessa gente toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da redação com isso em mente. Entrei no carro, dei partida e liguei o rádio, em ato contínuo. Sintonizado na CBN, como de praxe, escuto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...o fotógrafo Paulo Whitaker, da agência Reuters, foi ferido no ombro. Ele seguiu para um hospital da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aprendi na faculdade, a notícia é mais impactante quando os personagens são nossos conhecidos. Eu já entrevistei Paulo, para o &lt;a href="http://colunas.epocasp.globo.com/centroavante/"&gt;#CentroAvante&lt;/a&gt;. O tema? O crack. Em junho, ele fez a reportagem multimídia &lt;a href="http://vimeo.com/11935674"&gt;Cracolândia&lt;/a&gt; (leia mais &lt;a href="http://colunas.epocasp.globo.com/centroavante/2010/06/08/cracolandia-legalizacao-para-coibir-o-vicio/"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Ele defendia a legalização da droga para que os usuários traficassem menos entre si e pudessem ser acompanhados de perto. "Uma teoria meio maluca", me disse ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluco, Paulo, é o que a gente está vendo. Mas parece que é isso aí, mesmo. A zona sul continua na bolha, pirotecnia dá audiência e pobre não compra jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas só fazem menos sentido para mim agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2583067463711242392?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2583067463711242392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2583067463711242392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2583067463711242392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2583067463711242392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/11/cronica-de-uma-sexta-feira-vermelha.html' title='Crônica de uma sexta-feira vermelha'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-3389186818638260383</id><published>2010-11-15T01:47:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T01:49:17.872-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aeroporto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>No saguão</title><content type='html'>A causa era nobre: buscá-los no aeroporto. Acontece que menos por ansiedade do que por habilidade do motorista, a trupe encarregada de resgatá-los chegou mais cedo, coisa de hora e meia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí dispuseram-se, depois dum suco de laranja (com muito gelo) e de confundirem terminal 1 com terminal 2,  a inspecionar fisionomias. Havia toda uma regra: o cansaço daqueles que chegavam tinha que ser levado em conta e, do outro lado, o excesso de simpatia de quem aguardava ansioso também não poderia ser considerado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, dois deles passaram a mirar os passageiros que desembarcavam e, do lado de cá, outros dois miravam os familiares ansiosos. Como a maioria dos passageiros que chegavam eram franceses, estava difícil encontrar alguém que desembarcasse exprimindo sentimentos. Mesmo que uma bomba explodisse, a moça alta de traços firmes olharia de maneira pausada, com a cara impassível para, logo em seguida, retomar seu rumo até o ponto de táxi. Assim eram os franceses e, neste caso, isso fazia deles uma gente realmente chata de se analisar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois que analisavam os familiares - majoritariamente, mães e pais de classe média aguardando filhos, irmãos, primos e parentes de um modo geral - tinham um amplo leque de reações. A mãe que conversava com o amigo do filho enquanto o rebento não cruzava a porta. Mal considerava o que o garoto falava, tanta era a tensão do porvir. Aposto que o garoto poderia fazer uma grande revelação....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia, o Pedrinho tá usando drogas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...que ela revidaria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare de falar, garoto. Estou que não me aguento com esse menino que não sai por essa porta. Parece que nunca viu um&lt;span style="font-style:italic;"&gt; free shop&lt;/span&gt;! Que coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um critério a ser levado em conta: o que diziam os familiares. Se fosse para elencar aqui, essas páginas não serviriam nem pros cumprimentos iniciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira passaram-se quase duas horas, num misto de análises de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;personas&lt;/span&gt; e esquetes cômicas, como o caso dos avôs sem-dedo de um ou a flatulência de origem desconhecida denunciada pelo outro. Até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A mamãe chegou! (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;frase imediatamente seguida de barulho de sapatos correndo desesperados&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....e então, de analistas passamos todos a objetos de análise, deitados no divã, aquele frio e hermético divã que se tornara o saguão do aeroporto no fim da tarde de domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-3389186818638260383?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/3389186818638260383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=3389186818638260383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3389186818638260383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3389186818638260383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/11/no-saguao.html' title='No saguão'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-5297581851660606753</id><published>2010-11-11T22:09:00.003-02:00</published><updated>2010-11-11T22:17:59.296-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obituário'/><title type='text'>Obituário de um burocrata triste</title><content type='html'>Nasceu, cresceu e virou adulto dando, nas duas primeiras etapas, mais atenção ao que estava por vir na terceira. Daí trabalhou, foi promovido, sentiu-se confortável com tudo aquilo que conseguiu. Desistiu. Mudou de rumo, pura vontade de repetir o caminho desde o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou, trabalhou, não foi promovido. Demitiu-se. Trabalhou mais, trabalhou muito mais, foi promovido. Sentiu-se confortável. Muito confortável. E ali, no comando, realizou tudo o que queria. Tudo mesmo. Era como se a vida profissional completasse todos os outros campos, onde nada acontecia - ou ao menos não com a graça que ele gostaria. E viveu bem assim, por uns 30 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, chegou a aposentadoria, a pressão para que parasse de trabalhar. Não quis parar, nunca queria parar. Pararam com ele. Viveu sua velhice amargurado, como quem não quisesse vivê-la. Mais vinte anos. Vinte demorados, demasiados, exagerados e custosos anos. Morreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No obituário, dois parágrafos apenas para enumerar realizações de sua brilhante carreira. Entrou para os anais de sua área de atuação. Partiu desta cheio de predicados, embora infeliz. Foi embora resignado, achando nunca ter sido aquilo que realmente fora. Nem o que queria ter sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-5297581851660606753?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/5297581851660606753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=5297581851660606753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5297581851660606753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5297581851660606753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/11/obituario-de-um-burocrata-triste.html' title='Obituário de um burocrata triste'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-5378749928117488369</id><published>2010-10-28T12:22:00.001-02:00</published><updated>2010-10-28T12:25:45.909-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idealização'/><title type='text'>O amor ao qual se aspira</title><content type='html'>Fazia sol e a conversa era árida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A escolha é difícil. &lt;br /&gt;- Tudo bem. Dinheiro a gente conquista com o próprio trabalho. Paz de espírito não tem preço. E, ademais, temos amor um pelo outro, que é o que importa. &lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Morando em Higienópolis ou Paraisópolis. Não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram felizes para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-5378749928117488369?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/5378749928117488369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=5378749928117488369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5378749928117488369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5378749928117488369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/10/o-amor-ao-qual-se-aspira.html' title='O amor ao qual se aspira'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-1886687505756087391</id><published>2010-08-22T20:13:00.004-03:00</published><updated>2010-08-23T15:26:58.184-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Augusto Rossini'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Centro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sensacionalismo'/><title type='text'>A "ética" do sensacionalismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Este será assim, bem rápido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro dia entrevistei - quase um bate-papo, na verdade - o promotor Augusto Rossini. Ele é o responsável pela Promotoria Comunitária do Centro, sobre a qual eu &lt;a href="http://colunas.epocasp.globo.com/centroavante/2010/08/02/promotoria-comunitaria-cobra-mudancas-das-autoridades/"&gt;escrevi&lt;/a&gt; no #CentroAvante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em busca de um e-mail ou telefone na internet (ok, preciso melhorar a organização da agenda...), me deparei com esse vídeo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M5lmclKXv9w?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/M5lmclKXv9w?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não vou me ater aqui ao que penso sobre jornalismo de determinadas redes de TV, mas compartilho o que aconteceu há pouco aqui em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava de bobeira quando tocou o interfone e o porteiro disse que, em cinco minutos, subiria a Ellen, uma entrevistadora do Censo. Puxa, que legal, eu pensei, vou participar do Censo. A Ellen chegou, me fez perguntas e, a título de curiosidade, perguntou qual era a minha profissão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela ficou tão embasbacada que pediu pra ver uma revista com alguma coisa que eu tivesse feito. Acho que queria comprovar a história, mas pediu de um (sem) jeito que parecia pedir autógrafo. Peguei a última edição da revista, mostrei uma matéria e esclareci que "sou jornalista dos que faz notícia, e não dos que fazem fotos", como ela disse. &lt;/div&gt;&lt;meta charset="utf-8"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí você pensa: toda essa aura em torno da profissão - que em nada é revestida desse "gramur" todo - e o Zé que ganha cinco ou seis digitos como apresentador acha que é isso mesmo. Tá tudo legal quando você topa arriscar que duas meninas miseráveis tomem tiro em troca de uma "exclusiva" com o sequestrador. (o que, neste caso, pode até ter contribuido para que a m... toda acontecesse). E ainda tem a moral de dizer que seguiram a "ética". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na minha terra isso tem outro nome. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;adieu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-1886687505756087391?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/1886687505756087391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=1886687505756087391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1886687505756087391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1886687505756087391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/08/etica-do-sensacionalismo.html' title='A &quot;ética&quot; do sensacionalismo'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-1900380099250104687</id><published>2010-08-09T22:05:00.007-03:00</published><updated>2010-08-15T21:33:20.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='circo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palhaço'/><title type='text'>Na aula de palhaço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;"Aquele tio ali é de um circo russo. Ele é assim, meio novo, mas é muito importante. Veio aqui para conhecer vocês." As crianças olham o tio de vinte e poucos anos como se mirassem um alienígena. A aula continua, ainda assim.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nino é mais curioso. Fica olhando para o moleque russo entre uma acrobacia e outra. Dá tchau, num pedido informal de emprego. O olheiro asiático retribui com um sorriso. O emprego estaria garantido, se fosse o caso. A lorota é sustentada pelos professores. Palhaços, insistem na brincadeira. Os olhares infantis sorriem para o farsante que assiste, com enfado, à aula.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/TGCspC4JZ-I/AAAAAAAAAUA/SyxF9vPFHMM/s320/clownportrait.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 229px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503588565793728482" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chega ao fim duas horas depois, quando já é hora das nove crianças partirem para o próximo compromisso da agenda. Saem sem dar pelota ao russo. Seus minutos de fama se foram. O enfado não.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora é hora de acreditar na próxima mentira, seja na aula de história ou de inglês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu, o russo, parti para a galhofa seguinte. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;atualização às 21h32 de domingo, 15/8.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;p.s.: pelo jeito, a Ásia é a nova Europa no meu mapa-mundi. Sorry!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;b&gt;Foto: imagem usada sob licença Creative Commons (CC). Conheça o trabalho do autor &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/alyssafilmmaker/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-1900380099250104687?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/1900380099250104687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=1900380099250104687&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1900380099250104687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1900380099250104687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/08/na-aula-de-palhaco.html' title='Na aula de palhaço'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/TGCspC4JZ-I/AAAAAAAAAUA/SyxF9vPFHMM/s72-c/clownportrait.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-3974189007173467771</id><published>2010-04-30T18:41:00.004-03:00</published><updated>2010-04-30T19:32:09.018-03:00</updated><title type='text'>Eu, Warhol, o crack e o centro</title><content type='html'>Há duas semanas fui assistir à exposição do Andy Warhol na Estação Pinacoteca, no centro de São Paulo. O local não poderia ser mais pertinente - e não estou falando do Memorial da Resistência, instalado no local onde nos anos da Ditadura funcionou o DOPS (Depto. de Ordem Política e Social, aparelho do governo que investigava, prendia, torturava e matava quem fosse contra o sistema). Falo da região do entorno mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem decide deixar o carro em casa e para ir até lá de metrô passa por uma das bordas do perímetro original da Cracolândia. Essa denominação "perímetro original" é minha, não li em nenhum lugar, mas creio que seja essa, sim. É o lugar onde estão rolando as obras da "Nova Luz", nome bonito usado pelo poder público para uma de nossas maiores vergonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao que importa. No curto trecho entre a Estação da Luz e a Estação Pinacoteca, 450m segundo o &lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;amp;source=s_d&amp;amp;saddr=Esta%C3%A7%C3%A3o+da+Luz&amp;amp;daddr=-23.534934,-46.638899&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;geocode=FZLhmP4dGmk4_SldW5cYWVjOlDErxfdij8qehA%3B&amp;amp;mra=dme&amp;amp;mrcr=0&amp;amp;mrsp=1&amp;amp;sz=18&amp;amp;dirflg=w&amp;amp;sll=-23.535283,-46.639302&amp;amp;sspn=0.002351,0.004823&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;ll=-23.53573,-46.638674&amp;amp;spn=0.002351,0.004823&amp;amp;t=h&amp;amp;z=18"&gt;Google Maps&lt;/a&gt;, vi moradores de rua circulando, vagando sem rumo. Achei meio esquisito na ida. Eram 10h de um feriado, a rua estava fazia, me senti acuado ante à realidade dos fatos. Um misto de bunda-molescência (neologismo meu, ok?) e culpa burguesa, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relaxei e fui curtir a exposição. Está ótima, cheia de quadros, instalações e informações interessantes sobre ele, sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pop art&lt;/span&gt; e tudo o mais que foi dito pela grande imprensa quando do lançamento da mostra. Na saída, fiz minhas comprinhas na loja do museu, e aproveitei e almocei com a Magá por lá. Preço atraente, bom custo-benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto das 13h, saímos de lá rumo ao metrô Luz, para voltar pra casa. Era só repetir o trajeto de 450m da volta, cruzar a estação da Luz e cair na estação. Mas tive também que me deparar com uma realidade que vejo nos jornais, apenas, e que está sempre muito distante de mim. Na volta, entendi que quem vagava pela rua eram usuários de crack, esperando os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dealers&lt;/span&gt; aparecerem para que pudessem dar vazão ao vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, eles apareceram no ínterim que passei na exposição. Quando saí, cinco ou seis (dez?) usuários consumiam, à luz do dia e sem esconder os cachimbos, suas pedras de crack. Duas (ou dois, posto que pareciam travestis) consumiam enconstados na porta da estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não quero dizer o quanto isso é absurdo, ou "a que ponto chegamos". O medo que eu senti indo pro museu deu lugar à tristeza, na volta. Eu e a Magá passamos no meio deles e não fomos notados. Eles estavam chapados, alheios a tudo que acontecia à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comentei isso com as pessoas, as reações variavam entre o desprezo e o deboche. Algo como "Que novidade...". É, não é novidade. Mas também não preciso achar isso legal. Na exposição, numa das frases, Warhol dizia considerar celebridades do cinema tão glamourosas e notáveis quanto autores de crimes notáveis. À Luz do que vi e ouvi, a afirmação dele faz algum sentido, não literal, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim querer parecer uma beata interiorana espantada com a realidade da metrópole. Mas resolvi falar sobre isso por aqui. Dias depois de ter comentado o assunto com minhas tias, ouvi de uma delas: "Seu tio disse que você não precisava ter feito esse caminho. Você poderia ter cortado o trecho pelo estacionamento da Sala São Paulo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, há bolhas de segurança na região (e na cidade). Mas isso basta? Por que não, em vez de fugir por atalhos seguros, meu tio não me diga que podemos dar um passeio despretensioso pela cidade, despreocupados, sem precisar de um atalho para a segurança?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-3974189007173467771?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/3974189007173467771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=3974189007173467771&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3974189007173467771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3974189007173467771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/04/eu-warhol-o-crack-e-o-centro.html' title='Eu, Warhol, o crack e o centro'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-579333617943709891</id><published>2010-04-24T00:02:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T15:30:52.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coincidências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Coincidências nem tão singelas</title><content type='html'>&lt;div&gt;Passei (e passo) tanto tempo sem aparecer no blog, que a partir de agora nem vou mais justificar as ausências. Vamos adiante, então.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ano passado, quando &lt;b&gt;O Mirim&lt;/b&gt; experimentava um retorno à atividade (que nunca aconteceu, é verdade), eu escrevia dia ou outro. E, em algumas dessas vezes, tinha boas ideias para outros posts. Aí, escrevia uma sinopse e deixava nos rascunhos. É bom deixar alguns temas cozinhando, aí a vida dá um jeito de fazê-los reaparecer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje aconteceu de novo, com um dos temas mantidos na panela. Desta vez, as &lt;b&gt;coincidências&lt;/b&gt; vieram bater na minha porta. Semana passada, não me lembro onde e muito menos por que, ouvi mais de uma vez a expressão &lt;i&gt;memento mori&lt;/i&gt;. São momentos em que nos damos conta da finitude da nossa existência terrena - mesmo que isso signifique apenas uma de várias, para algumas pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentado ao lado do &lt;a href="http://victorferreira.blog.br/"&gt;Victor Ferreira&lt;/a&gt;, hoje, na redação, vi o título da coluna da Eliane Brum no site da Época na tela do computador dele. O título? &lt;i&gt;Memento mori&lt;/i&gt;, claro. (sobre a coluna da Eliane Brum, &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI134258-15230,00-MEMENTO+MORI.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; a íntegra). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, era hora de voltar a falar de coincidências. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre acontece, como foi hoje com o &lt;i&gt;memento mori&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É bom que esses temas batam à porta, me fazem pensar sobre eles. Por exemplo, fico agora imaginando se tive meus &lt;i&gt;memento mori&lt;/i&gt;. Indo fundo, acho que a morte da minha mãe tenha sido um deles, o primeiro talvez. A morte abrupta de uma pessoa próxima (mas nem tanto quanto a&lt;i&gt; mama&lt;/i&gt;), ano passado, acho que foi o mais recente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O importante é incorporar isso como um aprendizado - mesmo sabendo que, ao escrever isso, eu pareço um terapeuta chato. Mas é verdade. Nesse caso, independente das coincidências, acho que lido bem com a finitude da vida. Quer pela minha história, quer pela maneira como entendo a vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas já houve coincidências importantes, que me fizeram - e fazem até hoje, quando acontecem - repensar, reinterpretar e digerir questões antigas, que às vezes deixamos largadas lá no fundo, bem longe do nosso dia a dia. Como ano passado, quando descobri como a música que estava no topo das paradas quando nasci dizia muito sobre a relação que tenho, nos últimos anos, desenvolvido com uma pessoa muito próxima e querida. Ou quando vivi o dilema ético da &lt;a href="http://omirim.blogspot.com/2009/06/etica-da-lagrima.html"&gt;lágrima&lt;/a&gt; - talvez a mais simbólica dessas coincidências. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que depois dessa pensata, definiria "coincidências" como pequenos acontecimentos cotidianos que não permitem que a gente se esqueça daquilo que não devemos - nem podemos - deixar de lado. E, em casos mais frívolos (afinal de contas, nem tudo na vida precisa ser visceral), para tornar o cotidiano menos besta e óbvio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Hasta luego, amigos!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;atualização: entrei no blog e vi que esse não era o post. Como ele era um rascunho do dia 24/4/09, é como se tivesse sido publicado naquele dia. Quando me dei conta disso? Hoje, dia 24/4/10. Um ano depois. Acho que este episódio encerra o que penso sobre as tais coincidências.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-579333617943709891?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/579333617943709891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=579333617943709891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/579333617943709891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/579333617943709891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/coincidencias-nem-tao-singelas.html' title='Coincidências nem tão singelas'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2800686243607255076</id><published>2010-03-09T12:51:00.004-03:00</published><updated>2010-03-09T17:17:36.615-03:00</updated><title type='text'>O Século de Rosinha</title><content type='html'>Desta vez, quem escreve algo n'O Mirim é a Margarida Telles.&lt;br /&gt;Abaixo, um belo perfil da D. Rosinha, a quem vocês serão apresentados com o talento e precisão de quem conhece o personagem a fundo e não dispensa talento ao perfilá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje D. Rosinha faz 103 anos. Parabéns para ela. E para a Magá, para quem este Mirim torce que muitos outros perfis de tanto talento sejam escritos ao longo dos próximos 103 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; font-style: italic;"&gt;“Doutor, eu vim aqui porque não me sinto mais a mesma. Ando cansada, tenho pouca resistência para fazer longas caminhadas, e de vez em quando os meus ossos doem. Não sei o que eu tenho...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A senhora tem 97 anos!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esse diálogo não faz parte de uma piada, ou de um esquete de programa humorístico, embora seja uma das histórias preferidas da família da senhora em questão, dona Rosa Império, ou Rosinha, como todos a chamam. A conversa entre médico e paciente ocorreu seis anos atrás, e até hoje Rosinha não se conforma com as (poucas) limitações físicas que a idade lhe impôs. Dona de um corpo mignon, mas sempre bem vestido, e de olhos azuis que seguem com velocidade a fala rápida, sem a necessidade de óculos, a matriarca não implica com as pequenas rugas que os anos trouxeram para enfeitar suas mãos, ou com as mexas brancas nos seus cabelos curtos e fartos. O que Rosinha mais teme perder é a liberdade, que lhe foi negada quando moça, e entregue depois de ultrapassar a meia-idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a separação do marido e a morte dos irmãos, e com a criação do filho completa, a já madura Rosa viu-se finalmente dona das próprias rédeas. Mas diferente de muitas pessoas nessa mesma situação, ela não comprou um carro importado, uma casa na praia ou uma TV de muitas polegadas. Não passou tardes no shopping, no salão de beleza ou na clínica de estética. Rosinha continua a exibir as mesmas roupas tradicionais, os mesmos cabelos grisalhos e os mesmos pequenos prazeres, como assistir ao pôr do sol com a fiel poodle Puppy em seus joelhos. Mas os olhinhos azuis que vêem o dégradé de cores lá longe, estes sim estão diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/S5asu2SSNOI/AAAAAAAAARg/g03ZJ6NVK1A/s1600-h/Rosinha+%28antigas%29+024.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/S5asu2SSNOI/AAAAAAAAARg/g03ZJ6NVK1A/s320/Rosinha+%28antigas%29+024.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446730720197358818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Qual foi então a grande mudança na vida da anciã? A descoberta de um elixir da vida eterna? Do Emplasto Brás Cubas? Ou quem sabe a revelação do real sentido da existência? Nada disso. Sem a ajuda de juristas, a então octogenária vislumbrou algo banal para muitos. Num dos ítens do Artigo 1 do Capítulo 1 da vigente Constituição Federal, foi descoberta por dona Rosa a liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a protagonista de “A Velha Dama Indigna”, conto de Brecht, a retratada nesse perfil se viu no direito de dizer tudo o que lhe der na telha, tendo por justificativa o concreto fato de que passou muitas e muitas décadas omitindo sua opinião. E por “dizer tudo”, entende-se criticar em alto e bom som uma missa de sétimo dia durante a sua realização (“mas que padre insuportável”), dispensar diariamente a enfermeira que o filho contratou, alegando que não precisa de uma babá, ou praticamente fuzilar uma nova agregada da família quando essa lhe perguntou “a senhora ainda toma banho sozinha?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a grande revelação, que torna essa e não outra senhorinha simpática uma personagem digna de perfil jornalístico, veio somente com a chegada do novo milênio, e como não poderia deixar de ser, refere-se ao tema de onze entre dez romances best sellers: O amor. E do pior tipo, aquele platônico, doído, escondido, reprimido, mas nunca extinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conta o episódio é a sobrinha predileta de Rosinha, chamada Wally. Com a morte de uma conhecida de bastante idade, chegou às suas mãos um álbum de fotos que pertencia ao pai da falecida, senhor digno e elegante que foi abandonado pela mulher e criou sozinho as duas filhas, até morrer em virtude de um ataque cardíaco. No álbum de páginas amareladas e capa de couro, aparecia sorridente em dezenas de fotos uma mocinha em bonitos vestidos de seda, mãos no queixo, pezinho levantado, fazendo graças para a câmera. Não era uma das filhas do senhor Alberto, ou sua esposa que fugira com outro. A jovem era Rosinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já adulta, eu havia ouvido rumores de uma paixão secreta entre minha tia e esse homem. Com o álbum, decidi que era hora de perguntar à Rosinha sobre o seu passado”, conta Wally. Ela foi então ao apartamento de sua tia, com a desculpa de estar na região, e quando a hora se fez adequada, contou da relíquia que guardava na bolsa. “Quer abri-lo junto comigo, tia?” A resposta demorou mais do que de costume, e foi negativa. Rosinha segurou o álbum com mãos firmes e foi com ele para o quarto. Era um momento único, entre ela e seu amor secreto, e não seria dividido com Wally ou com Puppy. Rosinha, pela primeira vez desde sua juventude, pôde extravasar a dor de perder Alberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se recompor, na discrição de seu aposento, Rosinha fez um pedido à Wally. Era chegada a hora de Caio, seu filho, descobrir a verdade sobre o coração partido da mãe que beirava os cem anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O amor sem a liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O cenário era o Bom Retiro. Rosinha, então com vinte e poucos anos, tinha uma beleza extraordinária, e o mesmo primor em se vestir de maneira sempre elegante. Mas não podia mostrá-lo para muitos. “Meus irmãos eram muito ciumentos, e controlavam totalmente a minha vida”, conta, com a voz abafada. Nas escolhas feitas pelos três, estavam as amigas que podiam circular com Rosa, os locais que ela deveria frequentar, e como não poderia deixar de ser, o homem com quem ela iria se casar. Alberto, com seu histórico de abandono conjugal e suas duas filhas pequenas, não se enquadrava na imagem de marido ideal. Mas era tarde demais. O casal já se gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não podia sair de casa desacompanhada. Para vê-lo, costumava me arrumar bonita e ficar na sacada, esperando ele passar de carro. Quando o via, o meu coração disparava.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história poderia ter continuado assim por muitos anos, mas não foi isso que aconteceu. Em uma tarde, a vizinha entrou na casa de Rosinha para fofocar a novidade, imagina só, o Alberto, aquele com as duas filhas, morreu de um ataque cardíaco fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi o pior momento de minha vida”, diz Rosinha. “Não só perdi o meu amor, como não pude demonstrar nada além de surpresa. O meu luto foi secreto, silencioso, sem lágrimas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com raiva do próprio destino, Rosa viveu a vida que queriam para ela. Casou-se sem alarde ou amor, teve um filho, foi mãe dedicada e esposa atenciosa, e divorciou-se quando a sociedade permitiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre achei que ela tinha algum mistério”, filosofa Caio. O casamento sem graça da mãe não combinava com sua personalidade cheia de vida, e por alguns anos o filho acreditou até mesmo que ela se casara por ter engravidado. Quando soube do grande amor de Rosinha, finalmente pôde compreender a mãe que já admirava tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A liberdade sem amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por décadas, Rosinha morou sozinha em um simpático apartamento no bairro de Higienópolis. Passeava com as amigas, mimava Puppy e divertia a família com o seu bom-humor e seus insights. Nesses anos, marcaram-na uma grande dor e algumas alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor veio com a morte do neto, Alexandre. Piloto de avião, ele sempre telefonava após o pouso, para avisar que chegou bem. Um dia, depois de fazer o telefonema e deixar a família aliviada, ele entrou no carro, e o destino quis assim. Do outro neto veio a alegria. Ou melhor, as alegrias. Bisnetinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida vai seguindo, com seus pequenos prazeres. Um deles é a sagrada caipirinha, que nunca falta antes do almoço. O outro é  contemplar a juventude dos que a cercam. Outro dia Rosinha quebrou o braço. O médico fez um longo discurso sobre a anatomia da fratura, e quando perguntou se ela havia entendido, ouviu como resposta “você  acha que eu ia conseguir me concentrar, com um médico tão bonito quanto você me tratando?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosinha nunca abriu mão da vaidade. Questionada por uma sobrinha neta sobre quem havia lhe dado um anel com um grande brilhante, respondeu prontamente que naquela idade, é preciso comprar as próprias joias. Ao notar os pulsos desnudos da repórter deste perfil, dona Rosa teve uma ideia. Pediu para Adriana, sua acompanhante-contra-a-vontade, buscar as pulseiras que comprara outro dia. Depois de colocá-las em meu pulso, constatou “parecem brilhantes, mas são baratinhas! Vai em um lugar que chama 25 de março...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim Rosinha leva o seu século. Quando completou três dígitos, a família reuniu-se no topo do Terraço Itália, em grande estilo. Dois anos depois, teve que deixar o seu apartamento, para morar com o filho em Itatiba. Mas recentemente, avisou Caio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho 103 anos, não sou tão velha assim, e quero voltar a morar sozinha em minha casa." Caio riu, sabendo que isso não será possível. Aos poucos, Rosa começa a ter dificuldades para andar sozinha, embora ainda consiga sair da cama todas as noites para roubar um bombom na cozinha. “Acho que essa parte de circular por ai já acabou para mim”, confessa baixinho para a repórter. “Meu papel agora é outro.” Pelos próximos tempos, Rosinha Império se dedicará a contar para todos à sua volta o grande segredo da vitalidade. Bom humor, uma caipirinha no almoço, um Pai Nosso todas as noites, e a grande amiga liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Margarida Telles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2800686243607255076?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2800686243607255076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2800686243607255076&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2800686243607255076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2800686243607255076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2010/03/o-seculo-de-rosinha.html' title='O Século de Rosinha'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/S5asu2SSNOI/AAAAAAAAARg/g03ZJ6NVK1A/s72-c/Rosinha+%28antigas%29+024.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-5377624487404013497</id><published>2009-11-16T20:45:00.007-02:00</published><updated>2009-11-16T21:21:41.289-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cabelo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cabeleireiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hair designer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falta de noção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artista do cabelo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hair stylist'/><title type='text'>Vamos facilitar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Faz mesmo um tempão que não passo por aqui. E escolhi bem o dia em que deixei meu óculos para trocar a lente. Ou seja, o grau aumentou e eu fiquei sem óculos. O que me permite dizer que escreverei essas "mal traçadas linhas". Ok, foi infame, mas eu já estava com saudades. E aposto que meus cinco ou seis leitores (numa visão mais otimista) também deram aquele riso contido, por dentro, num misto de vergonha alheia e regozijo despretensioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas vamos lá. O que me motiva a cometer este post (adoro também usar cometer quando quero dizer "escrever". É divertido, mesmo que soe pedante) é uma questão que há muito me acomete: os cabeleireiros. Vamos lá, a função é sempre a mesma: cortar, pintar, fazer luzes, repicar, meter química no couro cabeludo da mulherada sem deixar que arda. Então estamos diante de um acordo tácito entre mundo/sociedade e classe/cabeleireiros. Certo? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Errado. Porque aí os caras começam a dar uma embelezada também no nome da categoria. Em vez de cabeleireiro vem bizarrices como: hair stylist (este, o mais em voga), hair designer (já com aquela dose de pretensão) e o sensacional artistas do cabelo (sério, tem um desses no Itaim, aqui em SP). Já estava ridículo se parássemos por aí. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eis que de repente - e não mais que de repente - (notem como hoje estou me valendo de todas as breguices textuais existentes), me deparo com a ma-ra-vi-lho-sa definiçào: "equipe especializada em você". Ah, meu povo. Ah, minha gente! Fala sééééério, gentileza! Forçaram a barra e não avisaram. Deram uma de Sarney na hora de nominar a própria profissão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/SwHcCrNMLEI/AAAAAAAAAPo/OwXW0vB_4vg/s320/post_mirim_vamosfacilitar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404842966337203266" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Notem ainda, como a foto permite ver, o nome completo do estabelecimento: "Cut &amp;amp; Color Club", assim mesmo, com "e" comercial. Já aí temos uma grande gama de significados. Os mais geeks logo associam a "cut and paste" (e não é &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ny25HX0wBX0"&gt;deste&lt;/a&gt; que eu estou falando, hein!), os mais interioranos já pensam em "country club" e os oitentistas dos anos 2000 vão se lembrar do glorioso "Culture Club", aquela banda sensacional comandada pelo Boy George, um quase tarado que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u490877.shtml"&gt;adora algemar garotos de programa para &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u490877.shtml"&gt;sodomizá-los&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em suma, estamos diante da verdadeira marca; aquela que se estabelece pelo que é. Aos interessados, o "Cut &amp;amp; Color Club - equipe especializada em você" funciona na rua Mourato Coelho, um tanto antes (tipo 20m) da esquina com a rua Teodoro Sampaio. Fica em frente ao Pão de Açúcar. Eu continuarei a frequentar o meu sujo e esfumaçado "barbeiro", que me cobra R$ 15 por cada corte de cabelo. Leia mais &lt;a href="http://omirim.blogspot.com/2009/05/barbeiro-ou-cabelereiro.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-5377624487404013497?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/5377624487404013497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=5377624487404013497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5377624487404013497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5377624487404013497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/11/vamos-facilitar.html' title='Vamos facilitar?'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/SwHcCrNMLEI/AAAAAAAAAPo/OwXW0vB_4vg/s72-c/post_mirim_vamosfacilitar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-8159020170485590426</id><published>2009-09-02T00:07:00.005-03:00</published><updated>2009-09-02T00:34:45.439-03:00</updated><title type='text'>A dúvida de Rabicho</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intróito intruso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada acho que devo explicações aos poucos (porém qualificados) leitores d'O Mirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz mais de um mês que não escrevo nada por aqui. Mas a ideia é mesmo respeitar meu tempo. Tenho outras (muitas) atribuições que tomam grande parte do meu tempo e da minha cabeça. E sem cabeça, prefiro não escrever qualquer bobagem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, prefiro ser otimista. Esse último mês foi muito bom, ouvi coisas muito relevantes, que acho que me ajudaram a amadurecer em alguns pontos. Dito isto, abaixo uma ficção-zinha para voltar suave e vagarosamente ao exercício das escrivinhações deste Mirim que tanto me dá prazer e orgulho. Vou contar a seguir a história do Rabicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabicho estava agitado. Corria feito doido, ora atrás do próprio rabo, ora buscando as correntes de vento que não podia enxergar. Como todo bom vira-lata, sempre encontrava tempo para caçar a refeição da hora e achar um rabo de saia. Ou como diziam os amigos, uma boa sarna para se coçar - com o perdão do trocadilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele era um dia diferente. Nenhuma cadela sequer havia passado por perto. Rabicho, um sábio incompreendido, resolveu andar por outras bandas para ver se achava uma maneira ao menos razoável de ter do que se coçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se rapidamente, correu a curta extensão da viela e deu numa grande e movimentada avenida. Uma moça de cabelos vermelhos e opiniões bastante ortodoxas chegou a se assustar com a chegada abrupta do cão. Ele fez que não percebera e desatou a descer a avenida, pela calçada, na contramão dos carros que insistiam em rivalizar o asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou por um ponto de ônibus, encarou as pessoas que esperavam transporte com certa brevidade e quando já se preparava para voltar a mirar o chão, deteve-se num garoto de uns 12 anos (13, talvez?) que devorava um lanche saboroso. Ameaçou chegar perto e lançar seu olhar faminto e sereno visando algumas migalhas, mas antes disso já levou uma olhada de canto e um resmungo mal educado que o fez lembrar do caminho que o aguardava. Nem barba tem, e já resmunga para mim, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à rua, percebeu que se aproximava de uma ponte larga para os carros e pouco convidativa aos pedestres. Ainda assim, arriscou-se. Só não esperava aquele rechonchudo pedestre que vinha em sua direção, comendo um pacote de bolachas. Embananaram-se e acabaram se trombando, mas o gordinho deixou escapar um biscoito das mãos, abriu espaço para o bicho e todos se safaram. O pedestre livrou-se do infarto iminente. O cão, da desnutrição mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bolacha foi deglutida completamente no momento em que ele terminava de passar sobre a ponte. De volta a uma avenida larga, passou a sentir cheiro de seus pares. Como que por instinto, andou desembestado quase um quilômetro. Quando avistava cadelas simpáticas na quadra seguinte, olhou para o lado e viu o ambulante vendendo espetinhos de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a carne é fraca e ele estava de olho na quadra seguinte. Sem tirar o olho do ambulante, começou a atravessar a rua bem devagar, como se revisse sua decisão. Ouviu, então, a fatídica buzina. Vinha um caminhão, e com o pensamento entre a carne de gato e a das cadelas, não se decidiu para onde iria. Foi atropelado, morreu, virou estatística. Poderia ter virado sabão, é verdade. O Departamento de Zoonoses deflagrava ampla campanha de captura de cães vadios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabicho virou carcaça, mas morreu feliz da vida.  Pela comida que encontrara e pelas companhias que estava por encontrar. Virou poesia do cotidiano, alimentou o imaginário esfumaçado de quem procura lirismo na aridez da metrópole. E nos mostrou o mundo-cão como ele realmente é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-8159020170485590426?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/8159020170485590426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=8159020170485590426&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/8159020170485590426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/8159020170485590426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/09/duvida-de-rabicho.html' title='A dúvida de Rabicho'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-4025144352643755277</id><published>2009-07-16T23:31:00.006-03:00</published><updated>2009-07-17T00:18:28.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pane elétrica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mc Donald&apos;s'/><title type='text'>As duas meninas que (não) vimos</title><content type='html'>"Eu se chamo Bruna", disse uma das meninas.&lt;br /&gt;"Amãda", disse a outra acompanhando a amiga, com voz de quem está gripada, querendo dizer que é Amanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era perto das 2h de quarta para quinta-feira, fazia frio (algo como 14 ou 16 graus) e os carros passavam em intervalos cada vez mais longos. Meu carro havia quebrado e eu esperava o seguro vir resolver a pane elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquelas duas meninas sentadas logo na saída do drive thru do Mc Donald's, pedindo um trocado ou resto de lanche a quem passava, chamaram minha atenção antes mesmo de o carro quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava ali, no meio da rua, e elas lá, passando frio na calçada, esperando a boa vontade de um notívago qualquer. Fosse a garota levemente aérea que parou para se solidarizar com o carro quebrado, fossem os três babacas que estavam no carro atrás de mim, buzinando enquanto meu pedido não chegava - na saída, um deles passou vomitando pela janela enquanto o motorista, não menos bêbado, acelerava apressado. Bruna e Amanda ainda não notaram essa cena, preocupavam-se em se ver livres do frio, que insistia em incomodá-las. Nem os jovens viram as duas. Na verdade, ninguém viu as duas. Eu mesmo, só vi pela força das circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, aquelas crianças invisíveis estavam até tarde alí porque, segundo elas, tinham perdido o ônibus para casa, em Munhoz Jr., perto de Osasco. Como, isso?, pergunto. Vocês não vão dormir em casa? "Ah, a gente volta às 5h, quando tiver ônibus de novo", disse Bruna, com a naturalidade de quem já passara outras noites na rua, mesmo tendo menos de 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto espero meu carro ficar pronto, levemente irritado, as duas meninas contentam-se pacientemente, passando frio, com o resto de lanche dos outros. Até que a manhã chegue e, se de fato elas tiverem uma casa, possam ir para Munhoz Jr. Senão, mais um dia nas ruas de São Paulo. Depois dessa, além de carro quebrado, coração partido. O mais difícil é me dar conta de que o carro é muito mais fácil de consertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a despeito da madrugada desastrosa, foi um dia gratificante para mim.&lt;br /&gt;Mas e Bruna e Amanda, privadas do dia a dia? Que foi feito delas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&gt;&gt;&gt;a foto aí de cima é usada sob licença Creative Commons. Para conhecer melhor o trabalho desse artista que acredita no compartilhamento de conteúdo de forma gratuita e honesta, vá para esse link &lt;a href="http://tiny.cc/capamirim6"&gt;http://tiny.cc/capamirim6&lt;/a&gt;&lt;&lt;&lt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-4025144352643755277?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/4025144352643755277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=4025144352643755277&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/4025144352643755277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/4025144352643755277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/07/as-duas-meninas-que-nao-vimos.html' title='As duas meninas que (não) vimos'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-7732143292744103637</id><published>2009-07-07T23:17:00.009-03:00</published><updated>2009-07-07T23:55:36.047-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo literário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gay Talese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas mídias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flip'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>O que aprendi com Gay Talese</title><content type='html'>A avalanche de informações às vezes nos obriga a parar. Nem que parar signifique viajar num final de semana e voltar renovado, mesmo que mais cansado que antes. Foi o que aconteceu comigo sábado, quando fui para a Flip assistir a palestra do Gay Talese, pai do new jornalism (mesmo que ele refute tal termo e, por conseguinte, o título também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aprendi com ele? Bem, que de fato as boas histórias estão na rua. E, mais importante, que temos de pensar na internet como um aliado, e não como uma ferramenta que nos trancafie dentro da redação. Isso, vindo de alguém que não tem e-mail, celular ou que não usa a internet pode soar estranho, mas estranhamente faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ficou mais patente é que boas histórias serão sempre boas histórias. E que alguém tem que contá-las, porque há quem espere por elas. Para tornar isso algo mais real, acredito que devemos apenas saber adaptar boas histórias às mídias certas. Que vida vale um post, que acontecimento vale uma página, que notícia vale 140 caracteres no Twitter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta fica no ar, o que é ótimo. Regras ainda não formadas permitem o risco. Arriscar é bom - e parece que essa alternativa vai perdendo força conforme vamos ganhando experiência. Quase uma praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, encerro com o que o escritor disse, ainda há pouco: "Acredito que um dia haverá dinheiro para sustentar qualidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[editorial]&lt;/span&gt;". Há conversas, palestras, entrevistas que mais confundem do que explicam. É que uma nova opinião, um novo pensamento está por se formar. E assim vamos vivendo. Nesse sentido, tudo é burilamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&gt;&gt;&gt;a foto aí de cima é usada sob licença Creative Commons. Para conhecer melhor o trabalho desse artista que acredita no compartilhamento de conteúdo de forma gratuita e honesta, vá para esse link_&lt;a href="http://tiny.cc/capamirim"&gt;http://tiny.cc/capamirim&lt;/a&gt;&lt;&lt;&lt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-7732143292744103637?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/7732143292744103637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=7732143292744103637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7732143292744103637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7732143292744103637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/07/o-que-aprendi-com-gay-talese.html' title='O que aprendi com Gay Talese'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-6276518727400831023</id><published>2009-07-02T02:52:00.001-03:00</published><updated>2009-07-02T03:03:03.226-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RSS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='informacão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crescer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='google'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>E o homem sucumbe à informação</title><content type='html'>Tem ideias que me atormentam. Tanto que tenho uma listinha de assuntos organizados em rascunhos na administração do blog. Ou porque deu preguiça de escrever, ou porque faltou tempo, ou só porque não é a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem uma coisa que me incomoda um tanto. Desde que comecei a trabalhar e tive que estudar ao mesmo tempo, comecei a ficar atormentado com o fluxo de informações. Eu não entendia (e não conseguia processar) que além de ler um texto de 40 páginas sobre a Escola de Frankfurt, ainda teria que fazer umas 30 ligações e mandar um sem-número de emails depois da aula. Mas como? Sempre lembrava - e ainda lembro - da minha professora de artes da primeira série dizendo: faz o mais difícil antes e depois mata os mais fáceis depois, rapidinho. Pena que a vida não é um exercício de recortar e colar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e eu fui me acostumando. O que quer dizer que eu passei a trabalhar mais em detrimento da faculdade. Tudo muito bem, tudo muito bom, a vida correndo em paralelo às mil atividades. Outros acontecimentos sem qualquer relação com o trabalho alterando o dia a dia de um jovem estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que eu descobri o Google Reader, serviço de RSS. Faz o quê, uns dois anos? Acho que por aí. Passou um tempo, deixei de lado, e agora na Galileu passei a retomar o serviço. E a ideia de ter umas 200 novas notícias por hora é desesperador. Porque enquanto eu estou, sei lá, entrevistando alguém ou reclamando do meu computador para o Help Desk, a Folha Online, o G1 e os 20 blogs que eu sigo estão me mandando informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu estou escrevendo aqui, outras 2 mil noticias me esperam, nervosas para serem lidas naquela interface padronizada do Google. A informação é muita, e nossa função é hierarquizar, traduzir e dizer porque aquilo é importante para o nosso leitor. Ok, já entendi a parte técnica da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e eu, como fico? A vontade é ficar testando os limites físicos e ficar a maior parte do tempo vendo as notícias do Google Reader chegando. Mas me pergunto: até que ponto não ganho muito mais passando um final de semana na praia ou uma tarde toda entrevistando um personagem bacana? Quando tenho que parar de acumular repertório e começar a confrontá-lo com os demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inquietações que provavelmente não existiam no mundo cartesiano de décadas atrás. As décadas pré internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, isso me faz pensar se não deveria priorizar mais as vivências (de qualquer tipo) do que as informações e, desse modo, ser alguém mais completo para a vida. E para o trabalho. E para todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí caio em outro ponto. Se me esforçar ao máximo, sempre reavivar os contatos com pessoas queridas, estar sempre muito bem informado, arrumando tudo da casa, organizando o caos do cotidiano; isso tudo não vai me exigir mais? Mais tempo para os amigos e para os papos de mesa de bar, para os compromissos do trabalho, para as coisas da casa... E isso vai aumentando, aumentando, aumentando, aumentando até que sucumbimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: o homem está usando sua capacidade máxima de absorção e intelecção de ideias? Isso faz bem? Quais as consequências disso? Onde vamos (ou não) parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Espero que o final de semana na Flip, em Parati, me afaste dessa rotina frenética e me ajude a por a cabeça no lugar. Da próxima vez, espero um post menos atormentado e mais poético, influenciado pela convivência na charmosa cidade fluminense. E só para recordar e reforçar, meu primeiro conto de ficção publicado sai na CRESCER de julho. É sobre a amizade de olhos livres. Espero que quem ler, goste. A ideia é essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até logo. da próxima vez, com menos complexidades e mais poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&gt;&gt;&gt;a foto aí de cima é usada sob licença Creative Commons. Para conhecer melhor o trabalho desse artista que acredita no compartilhamento de conteúdo de forma gratuita e honesta, vá para esse link&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:white;"&gt;_&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;         &lt;a style="color: blue;" href="http://tiny.cc/capamirim" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;http://tiny.cc/capamirim&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;&lt;&lt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-6276518727400831023?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/6276518727400831023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=6276518727400831023&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6276518727400831023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6276518727400831023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/07/e-o-homem-sucumbe-informacao.html' title='E o homem sucumbe à informação'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-4105247604841130411</id><published>2009-06-23T00:30:00.003-03:00</published><updated>2009-06-23T00:31:10.278-03:00</updated><title type='text'>Aliás e a propósito...</title><content type='html'>A sensação das férias que se aproximam é ótima.&lt;br /&gt;Que venham logo, para eu retomar meus escritos por aqui e O Mirim ter um tanto mais de dignidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hasta luego, compañeros!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-4105247604841130411?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/4105247604841130411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=4105247604841130411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/4105247604841130411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/4105247604841130411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/06/alias-e-proposito.html' title='Aliás e a propósito...'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-6355158128757311603</id><published>2009-06-17T21:56:00.003-03:00</published><updated>2009-06-17T22:41:57.333-03:00</updated><title type='text'>Diplomas e chacoalhões</title><content type='html'>Quatro anos de faculdade, três deles no circuito Cotia - Paulista, em grande parte de ônibus. Das 36 disciplinas + TCC, conto nos dedos da mão as que valeram a pena. E agora, prestes a começar a roteirizar o TCC, os ministros do STF suspendem a obrigatoriedade do diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quer saber, eles estão certos. Logo que li que tinha caído a obrigatoriedade, bateu aquele pensamento: "Putz, bem agora, quando a luz está aparecendo no fim do túnel?!". Mas depois, pensando melhor, realmente, não tem que ser obrigatório coisa nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a maior parte dos jornalistas é, sim, jornalista por formação. E o que lhes facilitou a entrada no mercado foi, sim, a faculdade de jornalismo. Mas por que restringir isso só aos jornalistas "por formação"? Se o cara é bom, gosta disso, está disposto a passar pelas desventuras da profissão e tem objetivos concretos, por que não contratá-lo? Que culpa ele tem de ter escolhido, sei lá, estudar engenharia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que nós. Pelo menos vai conseguir fazer regra de três sem calculadora na correria do fechamento, enquanto o resto da patuleia se limita a dizer "que não nasceu para fazer conta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem sabe agora as faculdades não melhoram o nível, né? Não, sério, por que se continuar desse jeito, o jornalismo brasileiro já era (se é que ainda é). Estudo numa das faculdades "mais conceituadas", daquelas que impressionam os pais dos amigos e os parentes distantes quando conto o que faço da vida. Mas o que me impressiona de verdade é o conjunto de bizarrices que meu cérebro pode amealhar nos últimos anos. De teorias conspiratórias a dados inúteis a respeito de toda e qualquer coisa, ouvi de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque convenhamos, mais competitivo do que está, não fica. Como eu disse agora há pouco, quem sabe com isso não chega gente mais bem preparada e disposta nas redações. Assim, produziremos coisas melhores - e, mais importante, talvez nos livremos de algumas manias estúpidas que só saem aos chacoalhões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-6355158128757311603?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/6355158128757311603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=6355158128757311603&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6355158128757311603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6355158128757311603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/06/diplomas-e-chacoalhoes.html' title='Diplomas e chacoalhões'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-3669230438273274517</id><published>2009-06-12T23:31:00.004-03:00</published><updated>2009-06-12T23:37:11.411-03:00</updated><title type='text'>Sobre hoje</title><content type='html'>Dia de resoluções práticas,&lt;br /&gt;noite de (não) lembranças melancólicas&lt;br /&gt;Um filme divertido, ao acaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ser feliz&lt;br /&gt;é só estar ao lado de quem se quer&lt;br /&gt;Sob um edredom que esquente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão fácil,&lt;br /&gt;mas tão longe&lt;br /&gt;nessa noite fria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-3669230438273274517?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/3669230438273274517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=3669230438273274517&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3669230438273274517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3669230438273274517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/06/sobre-hoje.html' title='Sobre hoje'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-7538164375479816575</id><published>2009-06-07T02:59:00.006-03:00</published><updated>2009-06-07T03:42:15.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AF 447'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedofilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>A ética da lágrima</title><content type='html'>Um dia (outro dia, na verdade, bem quando retomei O Mirim), falei daqueles assuntos que caem no nosso colo, sem que a gente queira ou espere que eles caiam. Pois essa semana aconteceu de novo. E tudo no mesmo dia. (Ante)ontem, sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo pela manhã, rolou minha primeira entrevista (a segunda desse tipo) com uma vítima de pedofilia. A entrevista fará parte do meu TCC, que entrego no meio do semestre que vem. A diferença entre a de sexta-feira e a outra, feita pela Carol e pela Bia, é que, da primeira vez, se tratava de uma criança violentada há pouco tempo. E por isso a mãe e o avô foram os entrevistados. Mas na sexta o personagem era uma mulher de 45 anos. Crescida e, portanto, apta e disposta a falar sobre o trauma que sofreu na infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo transcorreu relativamente bem, dentro das possibilidades. A entrevista rolando, um bom câmera filmando, luz ok, entrevistada com boa oratória. Mais para o final, com mais de 40 minutos de entrevista, lanço uma pergunta delicada - as mais difíceis de se fazer sempre ficam para o fim, por uma questão prática (se o entrevistado quiser parar o papo ali, ao menos já se tem grande parte do conteúdo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi que ela contasse como tinha ficado a relação dela com o pai, o abusador, depois da fase adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é comovente. Já velho, o pai, antes envolvido com drogas e álcool, se refugiara em outro estado. Não mantinham contato, vítima e abusador, por questões óbvias. Eis que uma doença o acomete, e somente em SP ele teria tratamento adequado. Só a casa da filha, vítima sua com 11 anos, poderia acolher o doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ato de coragem e altruísmo, ela aceitou o pai em casa. Não se viam. Ela passou meses saindo do quarto apenas para pegar comida, amedrontada pelas lembranças da infância interrompida. A medicação do pai ficava a cargo de seus (muitos) filhos. Até o dia em que ele pediu um abraço. Para a neta de cinco anos. Cinco. Ela fora abusada aos onze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Era um pedido sincero de abraço? Valeria arriscar a integridade da própria filha para não ter que lidar com o trauma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, então, saiu do casulo. A curta distância entre seu quarto e o do pai levou longos 40 minutos para ser percorrida. Muita coisa veio à tona. O medo, a raiva, tudo. Ela enfrentou tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras dela, ao menos pelo que registraram meus ouvidos: "Quando olhei para ele, naquela cadeira de rodas, ele já não era aquele homem forte de antes, já não trazia as feições antigas, seu rosto estava magro. Ele era mais frágil do que eu pensava. Era um homem doente". Pediu um abraço, pediu perdão por tudo. Ela o abraçou - e o perdoou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi a tudo isso a um metro de distância, ao som de um choro fundo e forte, de quem resgata algo lá de longe e de dentro. E eu impassível, aparentemente insensível, vi a fatídica lágrima cair até a maçã do rosto, realçada pelo contra-luz armado para a filmagem. Quis chorar. Me contive para não perder o controle da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me pus em xeque. Eu tinha o direito de remexer no passado de uma desconhecida, mesmo que ela aceitasse? E por que me segurei? Será que meu choro, uma lágrima que fosse, não era a forma mais sincera de dizer que eu me solidarizava a ela, que compartilhava daquela dor? Mesmo sem ter ideia do tamanho daquilo, eu não DEVERIA ter demonstrado algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta foi embora, até que me pus sozinho, a caminho do trabalho. Não passamos incólumes às situações do dia-a-dia. Nós somos transformados, para o bem e para o mal, pelos fatos do cotidiano. E então esse questionamento ficava indo e voltando, o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, à tarde, estava curioso para pegar a Época dessa semana, que saiu mais cedo em virtude do acidente do Air France 447. Só consegui meu exemplar ao final do dia. De volta para casa, dei uma folheada na revista e parei na coluna da Ruth de Aquino, que sempre fecha a edição. Tenho uma simpatia especial pela coluna, que sempre trata de maneira delicada ou indignada (sempre bem opinativa) sobre o acontecimento mais relevante da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tema que fechava a coluna dessa semana era justamente sobre esse sentimento que bateu à minha porta naquele dia. A ética do choro. Encerro o post de hoje com a reprodução do trecho final da coluna, que traduziu (e me fez concluir) o sentimento gerado por situações como essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se um psicanalista, por profissão, precisa racionalizar a dor alheia para confortar, um jornalista precisa agir como, para contar a dor de seus entrevistados? Abstrair-se completamente? Ficar frio? A repórter Martha Mendonça, que ajudou a resgatar histórias das vítimas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[do voo 447 para Época]&lt;/span&gt;, escreveu no blog Mulher 7x7, de Época: "A pior parte de ser jornalista é falar com familiares de alguém que acaba de morrer em situação trágica. Já entrevistei mães faveladas com filhos embaixo dos escombros depois da chuva. Os pais de uma menina que morreu de bala perdida. Mães de crianças desaparecidas e pais de meninos assassinados. Não foram poucas as vezes em que chorei. Sem perder o controle. Não é ético o jornalista que mostra que se importa?""&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorei, atrasado, na sexta à noite, sentado no sofá de casa, quando li a última frase do trecho acima. E agora, de novo, relendo e revisando o post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-7538164375479816575?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/7538164375479816575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=7538164375479816575&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7538164375479816575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7538164375479816575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/06/etica-da-lagrima.html' title='A ética da lágrima'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-5782826451204158231</id><published>2009-05-26T18:52:00.003-03:00</published><updated>2009-05-26T19:47:23.514-03:00</updated><title type='text'>Barbeiro ou cabelereiro?</title><content type='html'>Desde que mudei para a casa nova (5/abr, quase dois meses, portanto), me enchi de coisas para resolver. Mandar ligar o gás, trocar o box (nojento) do banheiro, resolver o lance da fiação antiga, bla, bla, bla. Eis que um mês depois, mais ou menos, percebi que o cabelo estava comprido. E como não é muito prático voltar para Cotia para cortar o cabelo, saí em busca de um lugar novo para aparar as arestas capilares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale, aqui, um adendo. Minha mãe, quando eu era pequeno e morava em São Roque, continuava indo para Cotia (quase semanalmente) para fazer as unhas. O aparte é só para quem lê (e não conhece bem) entender a hereditariedade das coisas, porque minha irmã continua voltando para lá para fazer as unhas. Ah, e minhas tias vão para Santos (oi?!) para cortar o cabelo. Ou seja, nasci predestinado a fazer grandes jornadas em benefício dos remendos estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. Resolvi quebrar o paradigma. E saí em busca, pelo bairro, de algum lugar para cortar o pello. Sei lá, Vila Madalena, além de bar, deveria (ao menos a meu ver) ter vários lugares. E tinha, só que todos muito caros. Se na Granja eu gastava R$25 e já achava um absurdo, quase denunciei alguns estabelecimentos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, estava no velho dilema "eu curto cabelo comprido, mas dá trabalho e não favorece (um monte de coisas)", e fui deixando o tempo passar. Até que... até que chegou a semana anterior ao seminario da Crescer, e queria ficar todo bonitão. Ou o mais próximo disso, claro. Mandei ajustar a camisa nova, piriri, pororó, e eis que não cortei no final de semana. Ontem, segunda-feira, um dia antes, e eu lá com o cabelo desgrenhado (mesmo quando eu penteava).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí nessas horas a gente acha que a vida é filme, que estamos em NY e que resolveremos tudo com uma ligação. Porque tudo fica aberto até meia-noite, e SP é a melhor cidade do mundo. Aham, ok. Pego o falatório digital e disco. Jacques Janine, Shop Vila Lobos. "Oi, tudo bem? Quanto é o corte masculino?". "Oitenta e cinco reais". "Ok, obrigado". Vamos lá: tem ouro na porra do shampu? A Gisele Bundchen vai cortar meu cabelo? Vai levar tipo 4h e meia e ainda rola uma massagem na faixa? Não, né? Falou então. Não gasto 85 pratas/mês nem com meu cerébro, que dirá com a parte que o recobre, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza. Soho Vila Madalena. 38 reais, o cara com menos tempo de casa. Fechado! Metade do preço para servir de laboratório de gente despreparada. U-huu. Próximo. Salão da esquina de casa: 25 reais, só que só no dia seguinte, as 10h. Exatamente 1h30 depois do horário que eu teria que chegar no lance da Crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei a toalha e decidi esperar. Sempre passava por um barbeiro furreca no caminho do metrô. Daquele que olha e sabe que vai pagar R$ 15 para cortar e vai levar de brinde, na sorte, umas boas histórias do tiozinho que cortar seu cabelo. No azar, sai com menos cabelo e com hepatite, mas sussa! Dito e feito. Cheguei em casa mais cedo hoje, mas agoniado (tenho certeza que teria aproveitado melhor o seminario se tivesse cortado antes, sério). Passando na frente, deu para perguntar para um senhor (com barba por fazer e um cabelo toscamente mal aparado) quanto perdia para perder tanto cabelo. Quinze reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Volto daqui a pouco, amigo!". Meia hora depois, estou eu lá. O lugar era sujo. Sujo mesmo, não era impressão. Cheiro de cigarro e de estabelecimento que não vê uma faxineira há um bom tempo. Mas cortou em 20 minutos, sem afetação. Nada de lavar: viva o bom e velho borrifador d'água. O papo, animador. O João (que cortou meu cabelo) está ali há um ano, quando faliu o outro salão onde ele cortava com o Benito, o dono da espelunca (de primeira, diga-se de passagem), barbeiro há 54 anos. Rá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor, não é nenhum afetado que vem com aqueles papos "Conhece essa pomada? É óóótima menino, nem deixa aquele aspecto oleoso no cabelo!" (na boa, quem fala aspecto?!). Ou então: "Vamos lavar? Deixa eu temperar a água. Tá quente? Upa! Melhorou?" - tudo isso naquela posição ingrata, em que qualquer movimento errado te deixa sem a percepção do pescoço pra baixo o resto da vida...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso responder a pergunta do título?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Estou usando muitos parêntesis, não? Fiquei impressionado. É a Crescer que faz isso comigo. Mas eu acho bom, só preciso dosar melhor nessas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.2: Achei muito "pessoal demais" esse post. Não quero que se repita, mas é que a história é boa. E como aqui quem edita é estagiário ainda, passa muita coisa que não passaria. É o que eu digo: os outros passarão, eu passarinho. Mentira, nem digo isso, nem fui eu que inventei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-5782826451204158231?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/5782826451204158231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=5782826451204158231&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5782826451204158231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5782826451204158231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/barbeiro-ou-cabelereiro.html' title='Barbeiro ou cabelereiro?'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-1513504858634490731</id><published>2009-05-25T23:39:00.002-03:00</published><updated>2009-05-25T23:42:17.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cannes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='media mass'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CQC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rafael Cortez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='massificação'/><title type='text'>TV emburrece sim</title><content type='html'>Passagem rápida, quase um twitt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TV emburrece. Estou sentado assistindo CQC desde as 22h, sendo que tenho um trabalho a fazer. Detalhe: tem um texto inteiro para ler. 11 páginas. Só para ver o vizinho em Cannes. Fala sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica: desligue a TV e vá ler um livro. Ou qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-1513504858634490731?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/1513504858634490731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=1513504858634490731&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1513504858634490731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1513504858634490731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/tv-emburrece-sim.html' title='TV emburrece sim'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-320551925706810915</id><published>2009-05-23T23:38:00.005-03:00</published><updated>2009-05-24T00:53:03.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura oral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ouvir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oralidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tatu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meninos de araçuaí'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frases'/><title type='text'>Como tá tu, tatu? Tátu(do) bem. Tatu!</title><content type='html'>Tem dias que ouço, repetidamente, frases muito boas. E tem semanas em que ouço muitas frases boas. Muitas mesmo. Tanto que, um dia, comecei a postar tudo no &lt;a href="http://voudetaxi.wordpress.com"&gt;Vou de Táxi&lt;/a&gt;. Mas aí não tinha fôlego para tanto e parei. Quem sabe um dia eu retome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana foi de muitas frases boas, em lugares bem diferentes. Mas umas duas semanas atrás saquei o sentido de uma frase muito boa, que sempre ouvi e, a meu ver, foi o que deu a largada para essa semana de bons ditos - populares ou não. "Great minds thinks alike". Genial! A desculpa perfeita para todo e qualquer tipo de plágio. Ela me perseguia desde o final do ano passado, na aula de inglês, capítulo 5b, "What's your motto?". Pronto, ganhou contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando, o início da sequência matadora de boas frases começou na segunda, com uma palestra do Jair Ribeiro, dono da Casa do Saber e empreendedor (p.s.: é legal ser caracterizado como "empreendedor", né? Imagina a conversa: Que você faz? Sou jornalista, e você? Ah, sou empreendedor. E na boa, do jeito que as coisas são e estão, a próxima geração vai dizer - e ouvir - isso com naturalidade). A dele foi: "Essa é a realidade do século XXI a quinze minutos daqui", sobre a situação periclitante da educação nas escolas públicas da periferia de SP. Tiveram outras, melhores ou piores, mas essa é que eu destaco por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ouvi umas duas ou três bem boas, mas como sempre minha memória brinca de escondê-las de mim. Não lembro, e detesto isso. Aí ontem, fim do dia, eu querendo ir embora, a Bia, que trabalha comigo, me mostrou uma música, linda por sinal, do John Lennon. Era "Beautiful boy", feita quando seu filho Sean nasceu. E entre os muitos conselhos do tipo "viva a vida sem medo" (mas que não soam caretas), ele lança: "Life is just what happens to you,&lt;br /&gt;While you're busy making other plans" (ou, A vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado fazendo outros planos). Claro! Como não tinha pensado ou ouvido isso antes? Entrou na categoria "transformou minha vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava tudo certo, tudo muito bem, boas frases ouvidas até que... Até que hoje eu fui no musical Pra Nhá Terra, do Grupo Ponto de Partida + Os Meninos de Araçuaí. Um espetáculo fantástico, dentro do Auditório Ibirapuera, com umas (chute) 20 crianças (os meninos, que também são meninas, de Araçuaí, MG). O tema é a preservação ambiental. E o resto é o talento deles. Entre as muitas frases excelentes, cito aqui: "Certa vez o girassol se apropriou de Deus. Foi em Van Gogh". Coisas como essa me fazem confirmar a ideia de que é muito bom quando nossa língua consegue se apropriar do repertório de quem diz isso. É uma catarse para quem escuta, sem exagero. E pra quem diz também, convenhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica, alias. Meninos de Araçuaí no Auditorio Ibirapuera. Tem só até amanhã, a preços módicos e garantias sinceras de recompensa emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto às frases, vou deixando elas entrarem. É só se deixar de ouvidos livres. E olhos também: assim se vacina a alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-320551925706810915?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/320551925706810915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=320551925706810915&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/320551925706810915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/320551925706810915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/como-ta-tu-tatu-tatudo-bem-tatu.html' title='Como tá tu, tatu? Tátu(do) bem. Tatu!'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2702882140996572498</id><published>2009-05-22T00:26:00.004-03:00</published><updated>2009-05-22T00:39:06.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Estamos fadados ao amor</title><content type='html'>Tenho falado muito sobre o amor. Falado, lido, entrevistado. Experimentado menos do que gostaria, mas beleza. E a conclusão a que chego é essa: estamos fadados ao amor. Em maior ou menor grau, de maneiras diretas ou indiretas, é para ele que caminhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma coisa instintiva. Mas ao mesmo tempo é algo tão imenso, que suplanta as palavras. Por isso e por outros tantos motivos não damos conta desse amor todo. Por vezes usamos mal. Por outras, não demonstramos da melhor maneira. Mas estamos sempre amando. A nós mesmos, aos entes queridos, as plantas, a comida, a casa, sei lá, tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é algo tão visível aos olhos. É de se sentir.&lt;br /&gt;Também não é de fugir. Andamos, mesmo que contra a corrente, para ele. Ele está no final das correntes e das contra-correntes. Ele as inicia e as encerra. E nós nos encerramos nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amando outra pessoa. Amando o regozijo causado por alguém. Amando o amar. Amando o amor. Amando, sobretudo, a aprender a amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem chegamos a junho: maio vem trazendo o frio, a vida vem trazendo o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2702882140996572498?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2702882140996572498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2702882140996572498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2702882140996572498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2702882140996572498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/estamos-fadados-ao-amor.html' title='Estamos fadados ao amor'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-1840867386791444095</id><published>2009-05-19T22:05:00.003-03:00</published><updated>2009-05-19T22:18:34.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TCC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faculdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedofilia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrever'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assessor de imprensa'/><title type='text'>Porque tem dia que é dia de escrever</title><content type='html'>Hoje vou escrever mais. Mais porque passei o dia todo escrevendo. E tem dia que é assim, uma reta ascendente. Começa com uma caneta e um caderno, na faculdade, às 8h, 10h da manhã e vai manhã, tarde adentro e começo de noite também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi tipo isso. E esse post é, sim, meio "Querido Diário...". É a vida. Nem só de ficção se vive a vida, oras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ter ficado (por que quis) até quase 1h ontem na "firrrrrrma", cheguei hoje e trabalhei que nem um débil mental. Achando que ia ser pé nas costas. Mas aí foi. Emendava um email naquela nota atrasada, atendia dois ou três telefonemas (ora a TVA marcando instalação dos pontos pra sexta, ora a advogada da dona do ape), voltava para a nota, mas esquecia do email. Aí decidia ligar, ligava, voltava para a nota (a nota, a nota). Fecha isso na página. Corta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as outras notas? Mais notas! Notas! Mas e as fotos?! Sim... Oi, quero fotos, me manda? Valeu, beijos. E aí já era 16h. E minha teoria de que, na verdade, o ínterim entre 16h e 19h não tem três horas, mas 30 minutos, se comprovou. Pronto. Sete da noite, e faltava escrever as notas. Sete e quinze, tudo escrito, entregue, chefe feliz... Mais uns cinco emails. Passando uma entrevista para outro fazer, agradecendo a agilidade de um assessor de imprensa (e é sempre bom reforçar e parabenizá-los por isso, porque eles sempre tendem a ser lentos. Tipo 'oficializa isso pra mim por email, por gentileza?'. Uhhhhh...), deletando aqueles inúteis. Aí aproveito para deletar ítens inúteis de cima da mesa, depois organizo o que sobrou e... rua. Hoje saí cedo, 19h35.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve mais. Em casa às 21h, após, digamos assim, cumprir compromisso com a divindade, respondi mais uns quatro emails pessoais/TCC/faculdade. E vim escrever por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo para concluir que tem dia, que nem hoje, que é dia de escrever. Praticamente como o pasteleiro, um pastel atrás do outro. Mas tudo bem, me sinto bem por isso. E ter consciência feliz e tranquila no final do dia é sinal de que estamos sempre no caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por hoje é só, que agora preciso desligar a TV (Casseta e Planeta cheira a naftalina) e ler Hamlet, que parece mais contemporâneo que a turma do Bussunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-1840867386791444095?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/1840867386791444095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=1840867386791444095&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1840867386791444095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/1840867386791444095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/porque-tem-dia-que-e-dia-de-escrever.html' title='Porque tem dia que é dia de escrever'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-6507375649494820385</id><published>2009-05-14T20:52:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T20:53:30.754-03:00</updated><title type='text'>Havia uma moeda no meio do caminho</title><content type='html'>O passeio a São Paulo – eu morava no interior àquela época – sempre me causava frio na barriga. Mas aquele era especial: ia aumentar minha coleção de moedas antigas. Pouco me importava o que, de fato, trazia meus pais à capital. Só pensava na moeda indiana (aquela altura já alçada ao posto de relíquia) que iria buscar. Não passava de uma surpresa no kit infantil da Pizza Hut, mas para mim era uma relíquia, uma relíquia do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despachados os assuntos chatos dos adultos, fomos à loja de fast-food, pedi meu lanche (que nem me lembro ao certo o que era, talvez um pedaço de pizza de peperoni) e, então, pude me deparar com aquela preciosidade. Uma moeda em formato de losango, com cantos arredondados (uma cópia de moeda na bem da verdade, mas ainda era o tempo em que Papai Noel existia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era o máximo. Tratei de engolir logo o lanche, fomos para o carro e assim que entrei já me pus a brincar com a... moeda? Cadê a moeda? Onde está minha moeda?! Foi então que tive que lidar com a primeira sensação de perda da qual me recordo. Não tinha mais moeda. A moeda mais legal do mundo tinha se perdido no caminho. Assim, sem que ninguém tivesse notado, sem que desse um grito de socorro – um barulho qualquer que me fizesse perceber sua (desped)ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pus-me a chorar. Foi desespero, confesso. Mas no estranho mundo dos adultos, eu era o estranho. Por que chorar pela moeda? Era só mais uma! Depois compramos outra. Frases como essas, ditas para me consolar, me martelaram por horas, dias, meses. E não é força de linguagem. Meses depois ainda cobrava – meio enfezado – a tal moeda dos meus pais. E eles, meio que sem jeito porque achavam que eu já teria esquecido isso há muito tempo, tratavam logo de mudar de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardadas devidas proporções, lidar com a perda da moeda me fez saber pisar melhor em ovos, sem quebrá-los, quando tive de lidar com a perda de outras coisas mais importantes. Da inocência, dos entes queridos, dos dias mais ensolarados. Hoje sei que não se tratava apenas de uma moeda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-6507375649494820385?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/6507375649494820385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=6507375649494820385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6507375649494820385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6507375649494820385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/havia-uma-moeda-no-meio-do-caminho.html' title='Havia uma moeda no meio do caminho'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2737136075490000782</id><published>2009-05-11T22:43:00.005-03:00</published><updated>2009-05-11T23:06:17.631-03:00</updated><title type='text'>Pelo amor, a magia do circo</title><content type='html'>Faz uma semana (talvez uma semana e um dia) que não escrevo. Acontece assim, tenho muita vontade de escrever numa semana, noutra fico sem ideias. Mas no fim, no cômputo geral, dá tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, confesso, é dia sem ideias. Mas dando uma olhada no site do M&amp;amp;M, fiquei sabendo do comercial abaixo - e, confesso, tenho um fraco por comerciais que fazem arrancar lágrima. Não me orgulho disso, mas pelo menos esse é de uma campanha sem fins lucrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lindo. Mistura da magia do circo, com a espontaneidade que ela gera. Acho que é uma boa para encerrar o dia. Depois de dentista, mil coisas da casa feitas, trabalho e papo com os três irmãos ao final do dia, é bom cair de volta em mim mesmo pela emoção. Não deixa de ser pelo amor, também. E tudo na vida, me convenço cada dia mais com os anti-exemplos do dia-a-dia, é melhor que chegue pelo amor, que pela dor. Pode parecer meio maniqueísta, mas os acontecimentos mais fundamentais da nossa vida se dão assim. Pelo amor ou pela dor. Eu fico com a primeira opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem com "Magia", da agência peruana Circus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6Hxi67GdMrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6Hxi67GdMrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2737136075490000782?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2737136075490000782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2737136075490000782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2737136075490000782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2737136075490000782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/05/pelo-amor-magia-do-circo.html' title='Pelo amor, a magia do circo'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-8166582535315207224</id><published>2009-04-29T08:16:00.004-03:00</published><updated>2009-04-29T08:38:35.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo literário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eliane Brum'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>A força do personagem</title><content type='html'>Ontem assisti à uma palestra esclarecedora. Uma das melhores que já vi; certamente a mais instrutiva de que tenho notícia. Era com a Eliane Brum, repórter da Época. Basicamente, foram duas horas e meia de conversa sobre como mostrar grandes personagens sem resvalar no clichê. E não me refiro a celebridades, artistas ou qualquer ser que esteja presente nas páginas de revistas de fofoca. São os ilustres desconhecidos do cotidiano, tão bem registrados por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais me chamou atenção é que a capacidade de encontrar boas histórias está intimamente ligada à disponibilidade de quem as conta. Ou seja, o repórter (ou quem mais queira contar uma história, num sentido mais amplo)  precisa estar disposto a entrar em contato com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estar em contato com o outro é se colocar em contato consigo mesmo. Como disse Eliane, poeticamente, "temos que estar abertos ao espanto". Temos que confrontar nossas fissuras; é um constante se colocar em xeque. É quase uma terapia. E aí é possível entender o que ela dissera um pouco antes: "Só quem é frágil e finito pode contar histórias". Faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro, também, que boas histórias acabam sendo contadas por pessoas boas, no sentido mais amplo da palavra. Não me refiro só a competência, nem só técnica. São importantes, mas muito fáceis de se adquirir se a compararmos aos sentimentos que algumas pessoas mostram, mesmo sem se deixar ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que não precisam de credenciais para entrar na casa dos mais simples cidadãos e ouvir suas histórias. Pessoas que dizem mais pelo que são do que mostram ser. Pessoas que conseguem enxergar além. Por fim, uma alegoria ótima para se começar a quarta-feira, citada por Eliane: "O cotidiano é uma catarata que nos cega dia a dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, além de um bom dia, o desejo sincero de não querer se cegar pela catarata do dia a dia. E, cada vez mais, conseguir contar boas histórias, grandes histórias, de pessoas que nos parecem pequenas, miúdas, mas que acabam se tornando grandes lições de vida. Sem cair no clichê, nem soar piegas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-8166582535315207224?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/8166582535315207224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=8166582535315207224&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/8166582535315207224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/8166582535315207224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/forca-do-personagem.html' title='A força do personagem'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-3467122763855121005</id><published>2009-04-25T22:13:00.004-03:00</published><updated>2009-04-25T22:32:31.539-03:00</updated><title type='text'>Farol de Santa Marta, SC, Dez/2007</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/SfO5ni9uhUI/AAAAAAAAAJA/lf4fSckKWyc/s1600-h/foto_pordosol.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/SfO5ni9uhUI/AAAAAAAAAJA/lf4fSckKWyc/s320/foto_pordosol.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328806873161172290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tirei essa foto numa viagem de Ano Novo ao Farol de Santa Marta, em Santa Catarina. Essa era a vista que eu tinha da entrada da pousada. onde eu estava hospedado. Fiz a foto num final de tarde, é claro, e alguns minutos o sol se escondeu atrás dessas nuvens e deixou um céu vermelho, lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí aquela cena que a gente acha que só vai ver num fim de tarde no Posto 9 de Ipanema, repetiu-se no fim do dia catarinense. Todos aplaudiram o astro que se ia (mas que voltaria forte, muito forte, nos dias seguintes). Não me lembro se eu aplaudi, porque a máquina que eu carregava era pesada e desajeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma Minolta da década de 60 (toda vez que qualifico coisas por décadas as quais elas pertencem ou a que remetem, lembro da minha irmã mais velha dizendo que eu sou uma pessoa de décadas. Tipo que diz que essa cadeira é muito anos 80 ou que Novos Baianos - escrevo ao som de Swing de campo grande e Acabou chorare - é muito anos 70) , que foi do meu tio Fernando, que morreu na década de 90 (só estou reforçando o lance das décadas...). Meu pai me deu há uns dois anos e eu tento usá-la sempre que dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa enrolação pra dizer que, na verdade, todo mundo diz que foto de pôr do sol é clichê e que aplaudí-lo é coisa de hippie chato. Então, talvez até concorde, dependendo do contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se levarmos em conta que clichê é um esvaziamento de sentido pela repetição do uso, e que ao tirar essa foto a enchi de histórias e significações (em grande parte contadas aí acima), cai por terra que esse por do sol é mais um por do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o meu por do sol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem não sabe reconhecer quão legal é parar por um por do sol desses não merece meu crédito. Por isso compartilho aqui sem achar que minha foto é mais uma foto, ou que é um retrato cafona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-3467122763855121005?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/3467122763855121005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=3467122763855121005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3467122763855121005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/3467122763855121005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/farol-de-santa-marta-sc-dez2007_25.html' title='Farol de Santa Marta, SC, Dez/2007'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_57vfEtn2B1U/SfO5ni9uhUI/AAAAAAAAAJA/lf4fSckKWyc/s72-c/foto_pordosol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-6450195124842280565</id><published>2009-04-24T00:05:00.006-03:00</published><updated>2009-07-02T02:51:04.743-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RSS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='informacão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crescer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='google'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>E o homem sucumbe à informação</title><content type='html'>Tem ideias que me atormentam. Tanto que tenho uma listinha de assuntos organizados em rascunhos na administração do blog. Ou porque deu preguiça de escrever, ou porque faltou tempo, ou só porque não é a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem uma coisa que me incomoda um tanto. Desde que comecei a trabalhar e tive que estudar ao mesmo tempo, comecei a ficar atormentado com o fluxo de informações. Eu não entendia (e não conseguia processar) que além de ler um texto de 40 páginas sobre a Escola de Frankfurt, ainda teria que fazer umas 30 ligações e mandar um sem-número de emails depois da aula. Mas como? Sempre lembrava - e ainda lembro - da minha professora de artes da primeira série dizendo: faz o mais difícil antes e depois mata os mais fáceis depois, rapidinho. Pena que a vida não é um exercício de recortar e colar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e eu fui me acostumando. O que quer dizer que eu passei a trabalhar mais em detrimento da faculdade. Tudo muito bem, tudo muito bom, a vida correndo em paralelo às mil atividades. Outros acontecimentos sem qualquer relação com o trabalho alterando o dia a dia de um jovem estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que eu descobri o Google Reader, serviço de RSS. Faz o quê, uns dois anos? Acho que por aí. Passou um tempo, deixei de lado, e agora na Galileu passei a retomar o serviço. E a ideia de ter umas 200 novas notícias por hora é desesperador. Porque enquanto eu estou, sei lá, entrevistando alguém ou reclamando do meu computador para o Help Desk, a Folha Online, o G1 e os 20 blogs que eu sigo estão me mandando informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu estou escrevendo aqui, outras 2 mil noticias me esperam, nervosas para serem lidas naquela interface padronizada do Google. A informação é muita, e nossa função é hierarquizar, traduzir e dizer porque aquilo é importante para o nosso leitor. Ok, já entendi a parte técnica da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e eu, como fico? A vontade é ficar testando os limites físicos e ficar a maior parte do tempo vendo as notícias do Google Reader chegando. Mas me pergunto: até que ponto não ganho muito mais passando um final de semana na praia ou uma tarde toda entrevistando um personagem bacana? Quando tenho que parar de acumular repertório e começar a confrontá-lo com os demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inquietações que provavelmente não existiam no mundo cartesiano de décadas atrás. As décadas pré internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, isso me faz pensar se não deveria priorizar mais as vivências (de qualquer tipo) do que as informações e, desse modo, ser alguém mais completo para a vida. E para o trabalho. E para todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí caio em outro ponto. Se me esforçar ao máximo, sempre reavivar os contatos com pessoas queridas, estar sempre muito bem informado, arrumando tudo da casa, organizando o caos do cotidiano; isso tudo não vai me exigir mais? Mais tempo para os amigos e para os papos de mesa de bar, para os compromissos do trabalho, para as coisas da casa... E isso vai aumentando, aumentando, aumentando, aumentando até que sucumbimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: o homem está usando sua capacidade máxima de absorção e intelecção de ideias? Isso faz bem? Quais as consequências disso? Onde vamos (ou não) parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Espero que o final de semana na Flip, em Parati, me afaste dessa rotina frenética e me ajude a por a cabeça no lugar.  Da próxima vez, espero um post menos atormentado e mais poético, influenciado pela convivência na charmosa cidade fluminense. E só para recordar e reforçar, meu primeiro conto de ficção publicado sai na CRESCER de julho. É sobre a amizade de olhos livres. Espero que quem ler, goste. A ideia é essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até logo. da próxima vez, com menos complexidades e mais poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-6450195124842280565?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/6450195124842280565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=6450195124842280565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6450195124842280565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6450195124842280565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/e-o-homem-sucumbe-informacao.html' title='E o homem sucumbe à informação'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-7592766159177886949</id><published>2009-04-23T23:41:00.004-03:00</published><updated>2009-04-23T23:57:20.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melancolia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Susan Boyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estranhamento'/><title type='text'>A hora e a vez de Susan Boyle</title><content type='html'>Semana passada, como grande parte do mundo, eu conheci Susan Boyle. Uma inglesa de quase 50, que nunca foi beijada ou tocada. Virgem. Feia. E que se submeteu a um julgamento cruel do júri de uma espécie de American Idol local. E das mais de mil (acho que até bem mais que isso) pessoas que estavam na platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi ridicularizada. Riram dela. Gargalharam. Até ela abrir a boca e cantar. Então todos se calaram, e aplaudiram. Muitos, como eu, choraram. Em maior ou menor grau, quem assistiu aquilo se emocionou. E então ela foi aprovada, passou para a próxima fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me bateu uma sensação esquisita. Sempre acontece nesses casos. É meio dó, meio melancolia, meio felicidade. Mas como três meios são mais que um inteiro, continuo sem entender o que é isso ao certo. O mesmo acontece em outras situações. Como quando escuto "Mais de mil palhaços no salão", sabe, aquela música de carnaval linda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que aparece algo bonito e sutil, mas meio resignado, me causa uma sensação entre o alegre e o triste. Uma espécie de alvorecer de sentimentos, que não é noite, nem dia. É aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se, de repente, eu queria no fundo que ela fosse mais feliz, bem-sucedida e não estivesse sujeita a esses julgamentos rasos só porque seu histórico estético-psicológico não a favorece. Nem que dependesse de um bando de pessoas estúpidas, com poder de decisão para ser reconhecida e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho. E como aprendi uma vez, o que nos causa estranhamento tem que ser discutido, posto em evidência - de repente até virar uma boa pauta. Ou uma boa sessão de terapia. Depende sempre do tratamento que damos às coisas. De qualquer maneira, fiquei muito feliz com o caso da Susan Boyle. E torço para que seu sucesso a deixe mais feliz. É uma maneira de lidar melhor com essa sensação que sinto, mas não entendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-7592766159177886949?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/7592766159177886949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=7592766159177886949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7592766159177886949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7592766159177886949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/hora-e-vez-de-susan-boyle.html' title='A hora e a vez de Susan Boyle'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-5385898963323442448</id><published>2009-04-22T23:20:00.003-03:00</published><updated>2009-04-22T23:43:27.906-03:00</updated><title type='text'>Parábola da vida</title><content type='html'>Entreouvi por aí a história de Sebastião.&lt;br /&gt;Homem trabalhador, encarava a vida de frente. Mas tinha um buraco em seu caminho. Ou em seu caminho tinha um buraco, como preferir o poeta modernista. Um buraco mesmo, no sentido literal. Um tanto fundo, mas que não chegava a machucar por se cair nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos os dias, na volta do trabalho, lá estava o buraco, por vezes com água empoçada, por vezes seco. Sua presença era tão certa quanto a de Sebastião perto das seis da tarde. Isso não chegaria a ser um problema se Tião não caísse no tal buraco todos os dias, invariavelmente. Ele ia andando pela rua como quem não tivesse rumo, mas que soubesse pra onde ia. Mas sempre caía no buraco. Não sei se esquecia, ou se se esquecia de lembrar de ontem e daquele acidente no meio do asfalto. O fato é que pisava mais fundo sempre que voltava do trabalho, sempre no mesmo lugar, geralmente no mesmo horário, todos os dias, como se não conhecesse o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia ele passou a notar que, de fato, caía no buraco todo santo dia - mesmo nos dias menos santos. E então passou a se estranhar com aquele rombo. Quase o humanizou para poder jusificar a si mesmo a antipatia por um simples acidente no asfalto. Mas ainda assim, mesmo demonizando aquele bicho ruim, Tião caía no buraco. Sujeito simples, se esconjurava todo dia, na mesma hora. A hora em que tropeçava no dito-cujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia, assim de repente (e não mais que de repente), beirando as seis da tarde, ele notou o buraco logo antes de cometer a pisada mais funda habitual. Resvalou naquele troço, mas teve força e agilidade pra desviar. Foi simples assim. Tião se livrou de alguma coisa que não sabia bem o que era e onde ficava, e passou a desviar do tal buraco com tal destreza que os outros pedestres começaram a prestar atenção no problema. Daí para a Prefeitura ser chamada e tapar o buraco, foi um pulo - com o perdão do trocadilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Tião seguiu naquele compasso, meio sem rumo mas com a certeza de onde ia, caindo em novos buracos. Uns maiores, outros menores. De alguns, desviou de primeira, de outros precisou se esforçar um bocado. Mas o importante é que ele não deixou de andar por novas ruas, nem se intimidou pelos acidentes de percurso. E assim viveu a vida, tropeçando aqui e ali, em busca de uma rua (podia mesmo ser uma viela, ele não era exigente), onde não houvessem buracos e o asfalto fosse liso, lisinho, tão liso que o fizesse sentir-se andando em nuvens. Depois disso, Sebastião voaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-5385898963323442448?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/5385898963323442448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=5385898963323442448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5385898963323442448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/5385898963323442448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/parabola-da-vida.html' title='Parábola da vida'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-6274722006338648911</id><published>2009-04-17T10:57:00.004-03:00</published><updated>2009-04-17T11:01:45.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='South Park'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pinewood Derby'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lula'/><title type='text'>Lula no South Park</title><content type='html'>Nunca gostei muito de South Park, mas o episódio com o Lula e outros líderes mundiais é muito bom! Assista &lt;a href="http://www.southparkstudios.com/guide/"&gt;aqui&lt;/a&gt; (é só clicar em "Pinewood Derby"). Começa com uma simples corrida de carrinhos da qual o Stan participa e tem como saldo a destruição da Finlândia e o banimento da Terra do Universo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-6274722006338648911?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/6274722006338648911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=6274722006338648911&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6274722006338648911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/6274722006338648911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/lula-no-south-park.html' title='Lula no South Park'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-8708213941996124731</id><published>2009-04-16T22:42:00.004-03:00</published><updated>2009-04-16T22:50:56.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suicídio'/><title type='text'>Os senões do suicídio</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 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Há aqueles atrás dos quais nós nos embrenhamos, e há temas que aparecem no nosso colo, sem que a gente queira ou planeje. Essa semana veio um de maneira tão incômoda quanto ele próprio. Suicídio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A forma como apareceu, o contexto do caso, tudo conspirou para eu refletir um pouco sobre o tema. Até que ponto alguém sabe o que faz quando se suicida? Ele tem direito de fazer isso? E quem fica, como fica? Tudo isso me percorreu a cabeça nessa tarde, e confesso que estou convicto de poucas coisas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma delas, talvez a única, é a de que o suicida não tem o direito de fazer isso se levarmos em conta quem o rodeia. É um pensamento egoísta de quem está por perto? Pode ser, tanto quanto me parece egoísta desistir de tudo porque as coisas vão mal. Digo isso sem saber o que é estar nesse limiar, perturbado pelo que quer que seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Não sei. Não sei mesmo o que pensar disso. Para mim é difícil entender por que as pessoas são tão extremistas (algo que, por um distanciamento muito feliz, não consigo imaginar, mesmo). E mesmo depois de escrever aqui no &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;MIRIM&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;, o tema permanece indigesto.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; De qualquer maneira, uma matéria da Época (de fevereiro desse ano, leia na íntegra &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-1,00.html"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;), vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo – e do 1º Prêmio Editora Globo de Jornalismo –, foi um tanto redentora (quase catártica) nesse momento. Fala sobre casos de suicídio de jovens incentivados por anônimos na internet. O fio-condutor é a história de um garoto de Porto Alegre que registrou e tramou sua morte online. De despedida, ele deixou uma carta e alguns posts. Relato tão duro quanto o que tomei conhecimento hoje, que rolou offline, mesmo – e que me fez sentir impelido a tratar do tema por aqui. Pronto. Falei. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-8708213941996124731?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/8708213941996124731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=8708213941996124731&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/8708213941996124731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/8708213941996124731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/os-senoes-do-suicidio.html' title='Os senões do suicídio'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2668691475949889288</id><published>2009-04-16T01:36:00.002-03:00</published><updated>2009-04-16T01:50:42.755-03:00</updated><title type='text'>Nova fase</title><content type='html'>Comecei O Mirim no segundo semestre de 2006, meio que por incentivo externo, meio que por uma vontade minha, também. Mas nas trocas de computador, nos começos, meios e fins de trabalhos a coisa foi descanbando, descanbando e descambou mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, agora que as coisas estão mais confortáveis, resolvi retomar o blog. E nada melhor do que comemorar a ocasião com um belo lifting. Cortei as gordurinhas incômodas, tirei a palidez, coloquei uma imagem simpática, mudei o "motto"do blog para algo mais a ver com o que quero fazer daqui pra frente. Escrever sobre as coisas do dia a dia, mas também dar vazão aos pequenos ataques ficcionais (como esses últimos dois posts).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ficar mais "antenado" (essa não é a melhor palavra, mas ok), minhas atualizações do Twitter podem ser conferidas logo ao lado. Mesmo porque ajuda a dar uma dinamizada pro negócio todo. Espero que com as mudanças, aqui seja ponto de encontro online dos amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos, mais uma vez, todos nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2668691475949889288?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2668691475949889288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2668691475949889288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2668691475949889288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2668691475949889288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2009/04/nova-fase.html' title='Nova fase'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-2916246756417011448</id><published>2007-12-12T22:25:00.000-02:00</published><updated>2007-12-12T23:43:54.887-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mentiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balzaquianas'/><title type='text'>Sobre mentiras</title><content type='html'>Já era doze anos mais velha que uma balzaca. Morena, olhos castanhos, cabelos encaracolados. Estatura mediana, pernas e seios bem torneados. Sobrava-lhe simpatia e afeto, que distribuia a todos ao redor.&lt;br /&gt;Criava os filhos, dois, com carinho. Divorciara-se há alguns anos após uma duzia de traições, suspeitas e constatações. Relacionava-se ocasionalmente com um ou outro homem que aparecia; um jantar, final de semana numa praia mais afastada, sessões de cinema durante algumas semanas, mas não dava muita corda.&lt;br /&gt;E mentia. E porque mentia não dava corda: tinha medo de ser pega. Mas vivia feliz com suas fantasias. Um passado duro, histórias engraçadas; tudo inventado. Aos filhos, distribuía anedotas inocentes para agradá-los.&lt;br /&gt;Num jantar descompromissado conheceu o novo caso. Resolveu levar adiante, sem mentiras. Contou-lhe seu passado como realmente fora: menina de classe média, com alguns luxos. Casamento mediano, como o da irmã mais velha e das amigas de colégio e faculdade. Porém cansara-se da vida mediana e se lançara numa vida mais dinâmica e alegre, em que o seu bem-estar e sua felicidade, assim como o dos filhos, estavam sempre em primeiro lugar. E assim vivia bem, com alguns luxos e uma vida muito melhor e menos monótona do que a de casada.&lt;br /&gt;O caso se interessou, respeitou, foi em frente. Na segunda vez que se encontraram, foram para a cama e os dois se satisfizeram, cada um a sua maneira, como há muito não faziam.&lt;br /&gt;E assim se foi por um, dois, três meses. Ela lhe apresentou os filhos, e ele retribuiu com um almoço na casa da mãe. Eles esticaram o feriado seguinte numa viagem mais pretensiosa. Tudo continuava maravilhoso: o trabalho, o homem, os filhos, a vida.&lt;br /&gt;E então a bela morena se abateu de uma crise instantânea, dessas que aparecem não-sei-de-onde e não-sei-porquê. Mas ela sabia: tudo voltara a mediandade de antes, do casamento, dos dias insossos ao lado do mesmo homem.&lt;br /&gt;Então o sexo já não era o melhor. Ele já parecia um tanto flácido demais para a idade. Os filhos agora a chateavam com rusgas tolas. O trabalho até que andava bem. Resolveu que era hora de dar fim àquilo tudo.&lt;br /&gt;Numa noite de quinta-feira, saíram para jantar, como nas últimas três quintas-feiras. E depois, como das outras vezes, uma esticada num flat próximo, outra noite como as demais.&lt;br /&gt;- Foi incrível.&lt;br /&gt;Disse assim, de repente, sem mais nem menos, mantendo a cara de paisagem.&lt;br /&gt;Voltara a mentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-2916246756417011448?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/2916246756417011448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=2916246756417011448&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2916246756417011448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/2916246756417011448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2007/12/sobre-mentiras.html' title='Sobre mentiras'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-7591324082989959493</id><published>2007-07-31T23:35:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T00:06:27.583-03:00</updated><title type='text'>Sobre suéteres</title><content type='html'>- Eu quero um preto.&lt;br /&gt;- Senhor, nós não vendemos suéteres.&lt;br /&gt;- Sim, me veja um preto.&lt;br /&gt;- Acho que o senhor não está entendendo. O senhor está num açougue. Não vendemos suéters, nem brancos nem pretos.&lt;br /&gt;- Você é que não está me entendendo. Eu sei que você vende malhas e você mesma me disse por telefone que elas estariam aqui, pretas e novas, esperando por mim.&lt;br /&gt;- Mas eu nunca o vi! Onde já se viu, telefonema para falar de suéteres pretos...&lt;br /&gt;- Ah! Então era mentira? Você não tem?&lt;br /&gt;- Não senhor.&lt;br /&gt;- Não o que?&lt;br /&gt;- Não nada. Nunca o vi, jamais nos falamos por telefone e sequer pensei em vender suéteres algum dia.&lt;br /&gt;- Hmpf... E qual o seu nome?&lt;br /&gt;- Martha.&lt;br /&gt;- Me desculpe Martha, não quis incomodá-la. Vou procurar meu suéter preto.&lt;br /&gt;- Não foi nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu, repetiu os diálogos em outros três estabelecimentos - com pequenas variações, tomou 15 minutos de um atendente de farmácia mal-humorado, de uma balconista de papelaria solícita e tola e outros 15 minutos de um vendedor ambulante suburbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou, então, na loja de suéteres da esquina da praça. Entrou e, lacônico, disse:&lt;br /&gt;- Boa tarde, vim buscar um suéter preto que encomendei por telefone.&lt;br /&gt;- Ah! O senhor é que é sr. Alberto?&lt;br /&gt;- Sim, sou eu.&lt;br /&gt;- Aqui está. São oitenta reais.&lt;br /&gt;- Tome cem. O troco é pela gentileza. Tenha uma boa tarde.&lt;br /&gt;- O senhor também, muito obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vovô seguiu calado, deu mais uma volta na praça e voltou, resignado, para o seu apartamento. Naquele mesmo dia, um derrame fulminante lhe matou, mas antes o velho deixou que alguns gritos esparsos chamassem a atenção dos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi velado durante a madrugada e enterrado na manhã seguinte. Manhã em que não fui à aula, que Martha passou tranquila, que o atendente da farmácia continuou a atender mal seus clientes e que a balconista vendeu papéis de embrulho. O ambulante, este foi pego pela fiscalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto saudades do vovô, do suéter preto e de tantos outros parentes que não estão mais aqui. Queria estar com ele, com esses parentes e, acima de tudo, gostaria de estar vestindo um suéter preto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovô foi enterrado, muito elegante, mas o suéter preto nem foi notado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-7591324082989959493?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/7591324082989959493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=7591324082989959493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7591324082989959493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/7591324082989959493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2007/07/sobre-suteres.html' title='Sobre suéteres'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-116361257825408473</id><published>2006-11-15T15:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-15T15:43:56.770-02:00</updated><title type='text'>Sobre argentinos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/1600/peron.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/320/peron.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ele está se revirando no caixão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobrou até para Perón&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hermanos&lt;/span&gt; argentinos (aqui sem nenhum tom de revanchismo provinciano, típico da nação tupiniquim) fizeram muito alarde por pouco. Ok, o Perón foi um líder cujas idéias ecoam até hoje e tudo-o-mais que fazem dele um herói nacional, mas sair no braço em marcha fúnebre é, no mínimo, pouco educado.&lt;br /&gt;Pouco se falou do porquê de exumar o cadáver. Era para fazer um teste de DNA acerca de uma possível paternidade não-reconhecida (sim, a prática de Ratinho chegou por lá também). Fato é que o quebra-pau comeu solto e conseguiram extrair material genético. A filha? Não era dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mirim       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15/11/2006 - 15:37&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-116361257825408473?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/116361257825408473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=116361257825408473&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116361257825408473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116361257825408473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2006/11/sobre-argentinos.html' title='Sobre argentinos'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-116309617708475970</id><published>2006-11-09T15:54:00.000-02:00</published><updated>2006-11-09T17:14:13.216-02:00</updated><title type='text'>Sobre ENADE e Fundação Cásper Líbero</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/1600/logoCasper.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 102px; height: 101px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/320/logoCasper.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cásper: muito o que melhorar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Por que dizer sim ao ENADE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mirim&lt;/span&gt;, em solidariedade aos colegas que foram convocados ao ENADE, emite sua opinião. Lembra que esta foi definida após assembléia organizada pelo CA Vladimir Herzog; a assembléia contou com a participação da professora da Cásper (com idéias bem contrárias às da Fundação) representante do MEC na faculdade, de alunos (em sua maioria de Jornalismo, apenas três de PP) e com a abstenção do convidado a defender o boicote ao ENADE.&lt;br /&gt;Foi explicado que o ENADE  faz parte de um tripé pelo qual o MEC irá avaliar se as faculdades oferecem um bom curso aos alunos. O tripé é formado, além do ENADE, por duas avaliações: uma de uma comissão indicada pela própria mantenedora e outra do MEC que fiscaliza as condições de ensino.&lt;br /&gt;Com os resultados do ENADE e com o relatório da comissão interna (na Cásper, encabeçada pela professora que esteve na assembléia), a segunda comissão, de profissionais do MEC, cruza dados e vê o que a Faculdade oferece e o que não oferece e, conseqüentemente, o que está bom e o que não está.&lt;br /&gt;Com o resultado do Exame em mãos, a comissão vai às instituições cobrar respostas que não foram divulgados à comissão interna e mudanças que devem ser feitas a partir da avaliação dos alunos. No caso da Cásper, a mantenedora se recusou a divulgar os demonstrativos financeiros. Quando da presença da comissão do MEC, caso solicitados, esses demonstrativos devem obrigatoriamente ser apresentados e, assim, poderemos saber se é a Faculdade que sustenta a TV e Rádio Gazeta ou vice-versa.&lt;br /&gt;Mas para que serve isso? Serve para sabermos se estamos sendo injustiçados ou não, já que em seu testamento, Cásper Líbero deixa claro que a TV e a Rádio Gazeta existem para financiar a Faculdade de Comunicação e não o contrário. Se isso ficar provado, temos o DEVER de cobrar da Fundação melhorias e maior representatividade nos conselhos diversos, já que nós somos os beneficiados neste processo.&lt;br /&gt;Portanto, caso façamos o ENADE, daremos respaldo ao MEC e ao poder público para que possam cobrar da Fundação, de vez por todas, as mudanças necessárias à melhoria das nossas condições de ensino. Além disso, o ENADE, diferentemente do Provão, não ranqueia as faculdades tampouco as concede conceitos (A, B, C, d ou E). Apenas informa se tem ou não condições de oferecer os cursos que oferece (medida adotada para que não haja publicidade por parte das universidades privadas).&lt;br /&gt;Outra coisa importante a ser dita é a estrutura da pova: cada curso de comunicação social conta com questões específicas a cada habilitação. Ou seja, alunos de PP não farão as mesmoa provas que os de jornalismo ou rádio e tv. Para saber mais sobre a estrutura da prova, basta acessar o site/saite/sítio do INEP e, ao entrar no portal do ENADE, buscar pela portaria 123, que se refere a esse assunto.&lt;br /&gt;Assim, este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mirim&lt;/span&gt; aceita as palavras da pofessora, que se mostrou bastante insatisfeita com a Fundação Cásper Líbero e, por isso, já teve sua cabeça quase posta a prêmio mais de uma vez. Mas a Cásper não pode demití-la por ela ser a representante do MEC na instituição. Este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mirim&lt;/span&gt; avalia que, numa instituição onde alunos não têm voz - e, em sua maioria, nem lutam para tanto -, uma ajuda externa e eficaz merece respaldo e atenção.&lt;br /&gt;Caso sejam apontadas falhas em nosso ensino, nós só temos a ganhar. A nota é uma informação que somente nós recebemos e, caso solicitada pela faculdade em qualquer circunstância, deve ser feita denúncia ao MEC. Se muitos ainda pensam em boicote devido ao modelo Provão do ministro Paulo Renato, acalmem-se. A idéia é juustamente dar voz a nós, alunos, para que possamos ter nossas reivindicações atendidas. Assim, devemos realizar o exame, responder aquilo que sabemos para que, caso haja alguma deficiência, ela seja corrigida. Na assembléia, em votação, o CA Vladimir Herzog decidiu se posicionar CONTRA O BOICOTE AO ENADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E tem mais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Saiba que há forte lobby por parte das universidades privadas contra o projeto, em discussão, acreca da reforma universitária. Caso aprovado (mas isso parece que demorará muitos anos), verbas às públicas terão taxas fixas e asseguadas por lei e o processo de contratação de professores nestas instituições será mais transparente e eficaz, entre outras medidas.&lt;br /&gt;Assim, as "privadas" vêem no projeto uma ameaça à sua lucratividade, já que as "públicas" serão melhores do que já são e tenderão à uma maior eficiência administrativa, resultando em aprendizado decente em todas as áreas.&lt;br /&gt;As "privadas", caso o projeto seja aprovado, deverão oferecer benesses como matérias optativas e melhores condições estruturais. Ou seja, como vêem educação como um negócio e terão que gastar mais dinheiro, interpretam que receberão apenas ônus, e não o bônus por explorarem essa concessão do Estado. Sim, educação é um dever do Estado e sua exploração está limitada àqueles que recebem concessão do Estado para tanto. Caso não façam algo satisfatório, correm o risco de terem concessões cassadas.&lt;br /&gt;E vale o aviso: como a Cásper Líbero é a mais antiga faculdade de comunicação social da América Latina, há enorme interesse por parte do MEC de saber o que se passa nos meandros da Paulista, 900.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Sorte a todos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;É o que deseja &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mirim&lt;/span&gt;, em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;09/11/2006&lt;/span&gt;, às &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16:43&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/1600/casper.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/320/casper.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Cásper: pelo ensino de qualidade, sem lucro algum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-116309617708475970?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/116309617708475970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=116309617708475970&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116309617708475970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116309617708475970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2006/11/sobre-enade-e-fundao-csper-lbero.html' title='Sobre ENADE e Fundação Cásper Líbero'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-116260338393218884</id><published>2006-11-03T21:54:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T22:27:39.376-03:00</updated><title type='text'>Sobre peixes e peixes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/1600/nemos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/320/nemos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Somente os Nemos se salvam...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coitados dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sushimen&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sushimen&lt;/span&gt; de todo-o-mundo, uni-vos! Esta frase pode parecer repetitiva e pouco criativa , mas é a única coisa  que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mirim&lt;/span&gt; pode dizer no momento. Este &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mirim&lt;/span&gt; descobriu (hoje pela manhã, mas só postou agora) que os peixes estão em risco. Digo, nós estamos em risco. Os pobres peixinhos já estão saindo da zona de perigo, haja visto que estão todos morrendo (e não me refiro aos Nemos da vida, mas àqueles pobres animaizinhos que cedem sua carne para nós, humanos vorazes).&lt;br /&gt;Mas o que os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sushimen&lt;/span&gt; têm a ver com tudo isso? Bom, se continuar do jeito que tá, vai sobrar pra eles. Porque em 2048, acaba a pesca comercial. Acabando a pesca comercial, acaba o fornecimento de salmão (e outros tantos); acabando o fornecimento de salmão, acaba a fonte principal do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menu&lt;/span&gt; dos restaurantes japoneses; se assim se concretizar, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sushimen&lt;/span&gt; vão para o olho da rua.&lt;br /&gt;Daí, das duas uma: ou comemos peixe demais e acabamos com esses seres de uma vez (a quem interessar, a posição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"jerks like Bush"&lt;/span&gt;) ou damos uma reduzida no consumo, tornamos a pesca em uma prática sustentável e poderemos consumí-los sempre (idéia agradável a 'ecochatos' e 'ecolegais').&lt;br /&gt;Dizem que é somente quando a água toca nossas nádegas que começamos a nadar. No dialeto pisciano, soa parecido com: "É  quando a rede toca nossa linha lateral que temos que nadar mais rápido". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sushimen &lt;/span&gt;e peixes: nadem e nadem mais rápido. A aposentadoria de vocês não está garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/1600/pfritoI.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/188/4095/320/pfritoI.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estarão os peixes, fritos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mirim                  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;03/11/2006 - 22:01&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-116260338393218884?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/116260338393218884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=116260338393218884&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116260338393218884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116260338393218884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2006/11/sobre-peixes-e-peixes.html' title='Sobre peixes e peixes'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36615082.post-116181669006937560</id><published>2006-10-25T19:50:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T19:51:30.076-03:00</updated><title type='text'>Anunciação</title><content type='html'>Caro leitor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  a revolução está para vir, &lt;span style="font-family: georgia; font-weight: bold;"&gt;O Mirim&lt;/span&gt; está para chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguarde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36615082-116181669006937560?l=omirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omirim.blogspot.com/feeds/116181669006937560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36615082&amp;postID=116181669006937560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116181669006937560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36615082/posts/default/116181669006937560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omirim.blogspot.com/2006/10/anunciao.html' title='Anunciação'/><author><name>Eduardo Zanelato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07721762450815589583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1gKYbLMcYgE/Tt-6uxbJ8sI/AAAAAAAAAXs/XVDUC7lBbWQ/s220/EU5x7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
