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terça-feira, maio 19, 2009

Porque tem dia que é dia de escrever

Hoje vou escrever mais. Mais porque passei o dia todo escrevendo. E tem dia que é assim, uma reta ascendente. Começa com uma caneta e um caderno, na faculdade, às 8h, 10h da manhã e vai manhã, tarde adentro e começo de noite também.

Hoje foi tipo isso. E esse post é, sim, meio "Querido Diário...". É a vida. Nem só de ficção se vive a vida, oras.

Além de ter ficado (por que quis) até quase 1h ontem na "firrrrrrma", cheguei hoje e trabalhei que nem um débil mental. Achando que ia ser pé nas costas. Mas aí foi. Emendava um email naquela nota atrasada, atendia dois ou três telefonemas (ora a TVA marcando instalação dos pontos pra sexta, ora a advogada da dona do ape), voltava para a nota, mas esquecia do email. Aí decidia ligar, ligava, voltava para a nota (a nota, a nota). Fecha isso na página. Corta mais.

E as outras notas? Mais notas! Notas! Mas e as fotos?! Sim... Oi, quero fotos, me manda? Valeu, beijos. E aí já era 16h. E minha teoria de que, na verdade, o ínterim entre 16h e 19h não tem três horas, mas 30 minutos, se comprovou. Pronto. Sete da noite, e faltava escrever as notas. Sete e quinze, tudo escrito, entregue, chefe feliz... Mais uns cinco emails. Passando uma entrevista para outro fazer, agradecendo a agilidade de um assessor de imprensa (e é sempre bom reforçar e parabenizá-los por isso, porque eles sempre tendem a ser lentos. Tipo 'oficializa isso pra mim por email, por gentileza?'. Uhhhhh...), deletando aqueles inúteis. Aí aproveito para deletar ítens inúteis de cima da mesa, depois organizo o que sobrou e... rua. Hoje saí cedo, 19h35.

Mas teve mais. Em casa às 21h, após, digamos assim, cumprir compromisso com a divindade, respondi mais uns quatro emails pessoais/TCC/faculdade. E vim escrever por aqui.

Tudo para concluir que tem dia, que nem hoje, que é dia de escrever. Praticamente como o pasteleiro, um pastel atrás do outro. Mas tudo bem, me sinto bem por isso. E ter consciência feliz e tranquila no final do dia é sinal de que estamos sempre no caminho certo.

Mas por hoje é só, que agora preciso desligar a TV (Casseta e Planeta cheira a naftalina) e ler Hamlet, que parece mais contemporâneo que a turma do Bussunda.

Hasta.